Andei
analisando, em um dos poucos momentos sensatos que tive, que ando mais louca de
pedra do que fui no ano passado.
Ao virar o ano, não o fiz com o pé direito, estava com os dois, talvez isso tenha afetado meu lado anormal.
Não comi as 7 uvas, elas estavam tão gostosas que comi um cacho inteiro, com semente e tudo, acho que isso afetou meu lado anormal também.
As sete ondas não pulei, por que ir à cachoeira mais próxima para fazer isso seria loucura, já que eu tenho medo de escuro e banhos gelados só tomo em caso de necessidade.
Lembro também que brindei com espumante vermelho e logo me senti zonza, o efeito louca de pedra chegou mais cedo que o normal; não usei branco, azul, amarelo, nem vermelho, tampouco comprei roupa nova para usar, preferi um conjunto de cores quaisquer, que me deixasse apresentável para às fotos.
Fiz tudo ao avesso na virada de ano, fiz tudo ao avesso durante o ano. Fui tão mais intensa do que pude. Hoje sobressai o lado louca de pedra de mim, louca de brigar com quem não deveria, de falar o que não podia, louca de sentir raiva de quem não devia, louca de ser louca. Ao avesso eu fiz meu ano, meus dias, meus minutos. E se eu for um pouco mais louca consigo ser livre dessas insanidades que me afugentam, amedrontam, fazem chorar e machucam. Não há no mundo - enfatizo a palavra mundo colocando o adjetivo inteiro -, quem me faça mais chorar do que eu mesma.
Tentei terapia do espelho, do sorriso, do abraço, do beijo, do perdão (nesta última falhei intensamente), da mudança de ares, da fotografia, da maquiagem, da mudança de visual (neste caso roupas, já que em relação ao cabelo terei que esperar que os cachos deem o ar da graça no próximo fim de ano)... louca de pedra eu tentei, tentei, tentei, e falei tanto, esquecendo de arrumar meu tempo para ser mais eu, menos as pessoas. Mais calma, paciência, menos raiva.
Ah, se o mundo inteiro pudesse ver (inteiro, diga-se eu inteira), pudesse acreditar do quanto sou capaz, pararia de sujar minha fronha de travesseiro com as lágrimas borradas pelo rímel, e levantaria desta cama para dizer para todos que eu erro, me arrependo, e que a palavra que arremesso hoje, volta pra mim no instante segundo, cortando-me por dentro, rasgando-me o orgulho e me fazendo perceber, que ser louca de pedra pode ser agradável, basta saber dosar.
Por falar em dose. Garçom, uma dose de sorriso, por que já que o sol não veio, terei que fazer meu papel para o dia ficar mais lindo. Mas, não se preocupe em trazer a tal dose hoje, deixa pra amanhã, que hoje não tô legal.
Ao virar o ano, não o fiz com o pé direito, estava com os dois, talvez isso tenha afetado meu lado anormal.
Não comi as 7 uvas, elas estavam tão gostosas que comi um cacho inteiro, com semente e tudo, acho que isso afetou meu lado anormal também.
As sete ondas não pulei, por que ir à cachoeira mais próxima para fazer isso seria loucura, já que eu tenho medo de escuro e banhos gelados só tomo em caso de necessidade.
Lembro também que brindei com espumante vermelho e logo me senti zonza, o efeito louca de pedra chegou mais cedo que o normal; não usei branco, azul, amarelo, nem vermelho, tampouco comprei roupa nova para usar, preferi um conjunto de cores quaisquer, que me deixasse apresentável para às fotos.
Fiz tudo ao avesso na virada de ano, fiz tudo ao avesso durante o ano. Fui tão mais intensa do que pude. Hoje sobressai o lado louca de pedra de mim, louca de brigar com quem não deveria, de falar o que não podia, louca de sentir raiva de quem não devia, louca de ser louca. Ao avesso eu fiz meu ano, meus dias, meus minutos. E se eu for um pouco mais louca consigo ser livre dessas insanidades que me afugentam, amedrontam, fazem chorar e machucam. Não há no mundo - enfatizo a palavra mundo colocando o adjetivo inteiro -, quem me faça mais chorar do que eu mesma.
Tentei terapia do espelho, do sorriso, do abraço, do beijo, do perdão (nesta última falhei intensamente), da mudança de ares, da fotografia, da maquiagem, da mudança de visual (neste caso roupas, já que em relação ao cabelo terei que esperar que os cachos deem o ar da graça no próximo fim de ano)... louca de pedra eu tentei, tentei, tentei, e falei tanto, esquecendo de arrumar meu tempo para ser mais eu, menos as pessoas. Mais calma, paciência, menos raiva.
Ah, se o mundo inteiro pudesse ver (inteiro, diga-se eu inteira), pudesse acreditar do quanto sou capaz, pararia de sujar minha fronha de travesseiro com as lágrimas borradas pelo rímel, e levantaria desta cama para dizer para todos que eu erro, me arrependo, e que a palavra que arremesso hoje, volta pra mim no instante segundo, cortando-me por dentro, rasgando-me o orgulho e me fazendo perceber, que ser louca de pedra pode ser agradável, basta saber dosar.
Por falar em dose. Garçom, uma dose de sorriso, por que já que o sol não veio, terei que fazer meu papel para o dia ficar mais lindo. Mas, não se preocupe em trazer a tal dose hoje, deixa pra amanhã, que hoje não tô legal.
Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Lanita Andrade.

















