16 de dez. de 2013

LOUCA DE PEDRA.




Andei analisando, em um dos poucos momentos sensatos que tive, que ando mais louca de pedra do que fui no ano passado.
Ao virar o ano, não o fiz com o pé direito, estava com os dois, talvez isso tenha afetado meu lado anormal.
Não comi as 7 uvas, elas estavam tão gostosas que comi um cacho inteiro, com semente e tudo, acho que isso afetou meu lado anormal também.
As sete ondas não pulei, por que ir à cachoeira mais próxima para fazer isso seria loucura, já que eu tenho medo de escuro e banhos gelados só tomo em caso de necessidade.
Lembro também que brindei com espumante vermelho e logo me senti zonza, o efeito louca de pedra chegou mais cedo que o normal; não usei branco, azul, amarelo, nem vermelho, tampouco comprei roupa nova para usar, preferi um conjunto de cores quaisquer, que me deixasse apresentável para às fotos.
Fiz tudo ao avesso na virada de ano, fiz tudo ao avesso durante o ano. Fui tão mais intensa do que pude. Hoje sobressai o lado louca de pedra de mim, louca de brigar com quem não deveria, de falar o que não podia, louca de sentir raiva de quem não devia, louca de ser louca. Ao avesso eu fiz meu ano, meus dias, meus minutos. E se eu for um pouco mais louca consigo ser livre dessas insanidades que me afugentam, amedrontam, fazem chorar e machucam. Não há no mundo - enfatizo a palavra mundo colocando o adjetivo inteiro -, quem me faça mais chorar do que eu mesma.
Tentei terapia do espelho, do sorriso, do abraço, do beijo, do perdão (nesta última falhei intensamente), da mudança de ares, da fotografia, da maquiagem, da mudança de visual (neste caso roupas, já que em relação ao cabelo terei que esperar que os cachos deem o ar da graça no próximo fim de ano)... louca de pedra eu tentei, tentei, tentei, e falei tanto, esquecendo de arrumar meu tempo para ser mais eu, menos as pessoas. Mais calma, paciência, menos raiva.
Ah, se o mundo inteiro pudesse ver (inteiro, diga-se eu inteira), pudesse acreditar do quanto sou capaz, pararia de sujar minha fronha de travesseiro com as lágrimas borradas pelo rímel, e levantaria desta cama para dizer para todos que eu erro, me arrependo, e que a palavra que arremesso hoje, volta pra mim no instante segundo, cortando-me por dentro, rasgando-me o orgulho e me fazendo perceber, que ser louca de pedra pode ser agradável, basta saber dosar.
Por falar em dose. Garçom, uma dose de sorriso, por que já que o sol não veio, terei que fazer meu papel para o dia ficar mais lindo. Mas, não se preocupe em trazer a tal dose hoje, deixa pra amanhã, que hoje não tô legal.

Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Lanita Andrade.

29 de nov. de 2013

VERSIFICANDO COM AMOR



Ame, amor, amados, amando à vida, às pessoas. 
Ame tudo, todos, cada um, sem se importa com a reciprocidade.
Ame quem deve ser amado, quem não merece, quem mereceria, simplesmente por amar.
Só ame. Sorria, vista-se de alegrias [seja com roupas baratas ou caras].
Esqueça o orgulho, esqueça a sociedade. Esqueça a mágoa. Esqueça.
Lembre que a vida é muito mais que um dia, mas que um minuto dela muda tudo.
Ame para sentir-se amado. Ame-se. Livre-se do que te faz mal.
Uma tarefa diária difícil, possível e passível de erros. Uma tarefa sua.
Peço perdão aos que eu magoei? Perdoando eu estou quem me magoou, perdoe-me vida, por esquecer que você é o bem mais precioso que eu tenho, e acabei por esquecer de mim, esquecendo assim de você.
Hoje me lembro que sorrir, pode ser difícil, mas eu quero faze-lo, para que as lágrimas que caem, sejam banhadas com algo tão meu, quanto o ato de ser eu.

"Caminhado e cantando e seguido a canção", eu estou. Mais do que ouvir a canção, criar minha própria letra de música, que fará parte da trilha sonora da minha história.
Com amor, desejo à todos que amem, para sentir-se amados.


Autoria: Lanita Andrade
Imagem islustrativa: Vanessa Kinoshita

21 de nov. de 2013

NAMORE UMA MULHER QUE SORRIA

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que são nas coisas mais simples da vida que estão os momentos mais importantes. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não pensar demais, a jogar fora o guarda-chuva, a acabar com a timidez, a conversar mais do que permitido, a tomar banho no rio.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a rir de todas as coisas esquistas da vida e, principalmente, a não ligar para o que os outros pensam. Namore uma mulher que sorria, mesmo sem fazer nenhum som, de uma forma totalmente louca. Você vai ter vontade de abraçá-la. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ser sério não tá com nada – a seriedade é duvidosa, a alegria é interrogativa.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que paixão e satisfação caminham de mãos dadas. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a ser imprudente, porque, se andar sempre em linha reta, não terá historias para contar. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a chorar nos filmes bobos e a dormir nos filmes chatos. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ninguém deve julgar seus defeitos.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar, por mais que você esteja sofrendo, que um sorriso sempre alivia um pouco. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, é preciso chorar, porque se você procurar felicidade eterna, não encontrará. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que amor não precisa de papel assinado. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não arrumar a casa na segunda-feira, a não sofrer com o fim do domingo.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, começar de novo é exatamente o que uma pessoa precisa. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que as mulheres não são frágeis. Elas só querem alguém para sorrir junto.

Fonte texto:  Casal sem vergonha

18 de nov. de 2013

UM TANTO DE NÃO SABER.



No início eu achava que se tratava de uma fase, até por que esta era a explicação mais acessível que me entregavam. A tal adolescência complexa e bipolar que todos passam. Aquela coisa de meninas quererem pintar, em demasia, os olhos com lápis preto, vestir roupas pretas, calçaram seu all star cano alto e rematar todo o visual com um leggin preto, não podendo esquecer de ser revolta com a vida. 
As dúvidas aumentavam, a crise de existência surgia mais cedo do que eu imagina e um sentimento obscuro por não saber o que de fato me levava a sentir tudo isso me consumia. Algo similar à raiva, falta de paciência, estresse e um tanto de adolescência aguda. Eu, apenas uma criança querendo ser 'gente grande' antes da hora. Mal sabia que o mundo exigiria de mim muito mais do que rebeldia. A vida me pede alegria, sorrisos constantes, respostas para as perguntas, relacionamentos - heterossexuais - sérios, casamento antes dos trinta, filho aos trintas, bom comportamento social, mas me da uma brecha para ser uma louca alcoolizada na balada. 
A cada balada, a cada social, a cada novela passada, a cada filme de comédia romântica assistido, a cada conversa com pessoas sérias, me vejo menos parecida com o que os jovens são. Talvez por ter princípios diferentes, uma mente aberta, ou por ter um pai conservador. Sequer me sinto bem em determinados lugares, frequentados por jovens de minha idade. Acho que sou anti social, ou social demais para aceitar que não somente de um jeito. Sou bem complexa aos 20 ainda e nem ao menos sei o que quero da vida. Quero apenas, risos frouxos, abraços apertados, calma/paz/paciência, banho de chuva sem trovões, amizades sinceras e duradouras, música para dançar, um trabalho/profissão para gostar, uma casa para morar, objetivos à seguir e um caminho para poder ir, para onde haja sol.
Sobre a raiva, ela surge quando me perguntam "O que espera da vida/o que quer da vida?". Poxa se eu soubesse, já teria escrito um manual de vida e sobrevivência, pois saber o que se quer da vida é o caminho para ser feliz, não é mesmo?! 
Sobre as dúvidas, elas continuam, me perseguem, me chamam, me embebedam nessa mar de incertezas... Mas taí, a minha graça de viver, não saber o que quero, mas saber o que NÃO quero. Já é um passo adiante, porém, não o suficiente para acalmar, o que hoje eu chamo de 'não sei o que estou sentindo'. Tampouco saberei, antes da meia idade completada totalmente. O tempo amadurece o que a juventude insiste em querer colher antes da hora. O que antes era apenas fase, hoje sei que com toda certeza, não é nada além de eu em mim.

Autoria: Lanita Andrade
Fotografia: Ólafur Arnalds (compositor), via Revista Um Conto.

11 de nov. de 2013

O QUE EU QUERO.




E ainda tem gente me perguntando o que eu espero da vida. Uma casa na árvore; um piquenique em um campo florido - em  uma tarde ensolarada -; um banho de chuva (sem trovões ou raios, que isso me assusta); amigos verdadeiros; risadas engraçadas (daquelas que te faz rir da risada e não da piada); que acreditem em mim quando digo algo (é do tipo que basta olhar em meus olhos para ver a sinceridade e medo).
Pessoas que entendam o por que eu gosto de ficar só; amigos que compreendam o por que eu raramente vou visita-los, o que não diminui nem uma grama do meu sentimento por eles; familiares que compreendam que eu não sou de ligar sempre, mas acordo e durmo pensando no quanto os quero bem.
Quero minha fé fortalecida, meu riso solto, minha paciência garantida e paz interior; que Deus, entenda que eu não sei orar ('malemá' as orações aprendidas na catequese), e também que eu não gosto de ir em igrejas, mas gosto de saber que Ele existe.
Quero sabedoria para a vida, discernimento para compreender as fases dela e inteligência o suficiente para me manter no caminho do bem; que eu saiba fazer o bem, pois que mal tem, ser o bem na vida de alguém?
Quero tanto, as vezes faço tão pouco. Mas não mais me desespero - não muito, ou em exagero -, deixo a água correr, lavar a alma, molhar o chão e espalhar no ar aquele cheiro de terra molhada que é adorável.
Ah se o mundo soubesse que eu só quero crescer e evoluir - do MEU jeito- pararia de tentar me criar para acertar sempre, e ser simpática quando estou de tpm.

Quero mesmo é ser entendida, não esquecida. Quero mesmo mesmo é ser aceita como uma metamorfose ambulante, que não tem a mesma opinião sobre tudo.


Autoria: Lanita Andrade.

28 de out. de 2013

CAFÉ COM MÚSICA.

 (Foto/fonte: catracalivre.com)


Estava eu, dia desses vendo alguns vídeos no youtube, 'fucei' aqui, 'fucei acolá' e encontrei uma voz conhecida. Não uma, mas duas. Uma que diz, "pra você guardei o amor" e a outra que o acompanha em uma linda música que "de janeiro a janeiro" vai me encantar. Ouvi a mesma músicas uma três vezes para então procurar mais sobre aquela voz feminina, calma, aconchegante e super apaixonante. Encontrei várias outras músicas, que assim como a primeira, ouvi umas três vezes consecutivas até descobrir o álbum inteirinho dela, de 2010, que tem como título "Varrendo a Lua". 

Já sabe de quem se trata? Sim, ela mesmo, Roberta Campos. Mineira, compositora, cantora. Atualmente reside em São Paulo. 

A sua voz encanta, suas músicas viciam. Eu que estava acostumada a ouvir basicamente um único estilo musical me vejo abrindo espaço, em terra sertaneja, para outras vozes e melodias. E bem nessa fase de 'abertura', conheci um pouco do trabalho de Roberta. 

Selecionei dois "vídeos" do youtube. O primeiro é o clipe da música 'De janeiro a janeiro' com Nando Reis e, o segundo é o álbum completo de 2010, só com músicas. Espero que gostem, assim como eu.









Beijos e abraços, Lanita Andrade.

27 de out. de 2013

DIÁLOGOS COM MEU INCONSCIENTE.






- Te vejo sempre postar textos e frases lindas, Mas 'vida real', te vi bebendo uma cerveja de nome inglês (ou francês, ou alemão, ou sei lá qual idioma que colocaram como nome desta bebida), em uma lanchonete bem badalada, cheias de amigos rindo e falando várias bobeiras. E eu te pergunto, dona Lanita, você não estaria agindo com futilidade? Agindo tal como as outras meninas por ai?!
- Sim, meu caro critico, estaria sim agindo tal como as outras meninas por ai. Mas sabe de uma coisa, eu ligo bem pouco se você me acha fútil só pelo fato de que eu em um momento (daqueles bem raros, você bem sabe) eu resolvi beber a tal cerveja de nome estrangeiro, e extravasar. Poderia ter feito a extravasão correndo, caminhando, tomando um banho de cachoeira, ou aqui, neste quarto pouco iluminado e só, como sempre faço. Mas quis fazer diferente, preferi sair. Sorrir pras pessoas, ver pessoas, dançar e curtir. Foi errado para você, pelo fato de que  eu sai e sequer me critiquei por isso. Sei que você está acostumado a me ver criticando cada atitude minha que seja sair fora dos trilhos, mas dessa vez, eu bem devassa, sai dos trilhos pra sorrir um pouco. Ao fundo uma música altamente divertida, com letras culturamente fracas, mas em companhias divertidas, que me fizeram rir de tudo.
- Bom argumento. Mas e você, quem é você de fato. Aquela que estava lá, com os amigos bebendo, ou a que escreve esses textos lindos e poéticos.
- Sou as DUAS. Sou também aquela que ajuda, que se preocupa; sou a que ama fotografias; e assim vai. Sou várias e uma. Sou eu, muito mais eu e menos você. As suas opiniões podem me afetas, machucar e até fazer chorar de arrependimento das minhas atitudes infantis. Mas mais que todas essas que eu sou, sou humana. E mereço ser feliz ao modo humano de ser. Quem sou eu? Ah, meu caro, isso nem eu mesma sei. Mas, na próxima, pare de ser um chato e vem comigo. Talvez possamos rir juntos, mas só talvez. 


Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Ideal Produções 

22 de out. de 2013

LIBERTE-SE








E se me perguntares hoje - após quase 21 anos de nascida - "quem eu sou?", ainda não saberei te responder. Tampouco sei do que gosto.
Talvez eu goste de pessoas ousadas, abusivas e cheia de histórias loucas para contar; ou da calmaria das palavras que somente alguns seres podem proferir; ou talvez eu goste daqueles loucos por baladas que estão sempre cheio de histórias bêbadas para contar; pode ser também que eu goste daquelas ditas 'vadias' que pegam vários caras sem se preocupar se vão ligar pra isso, se irão critica-las; talvez eu goste também dos poetas, românticos, cafamânticos, historiadores, leves.... talvez, eu seja todos esses que eu goste, ou tenha sido em algum momento. Com uma leve diferença das "vadias", eu sempre me preocupei com a opinião alheia. De parar de me achar bonita por que uma colega dizia que bonito mesmo é ser magra, ter cabelo liso e usar maquiagem cara.
OI? Então eu não sou eu, sou apenas um monte de opiniões sobre quem eu deveria ser? Talvez, só talvez você seja assim também. E por sermos assim - eu e você - fomos nos sufocando, esgotando-nos dos outros e vazios de nós mesmo.
Liguei um botão em mim que por significado quer dizer: 'chega de ligar tanto pra opinião alheia, chega de se esgotar com quem sequer se preocupa contigo, pare de viver sua vida em vão, comece a se arriscar de verdade, a se machucar mas aprenda a fazer seu próprio remédio de cura; chega de ser quem você não é. Mas chega também de criticar os outros, pois assim como é ruim fazerem contigo, é ruim que faças com os outros,  criticar nada mais é do que esperar ver em outro o que não consegue ver em si mesmo, ou  que há em demasia em ti. Chega de querer ser o que não te faz, não te acrescenta, não te evolui, não te sustenta. Se te faz bem, que mal tem?! Se errou, perdoe-se, dê uma nova chance. Todos erram, todos se machucam e machucam quem está perto de si... erra é humano, permanecer no erro é burrice. DÊ UMA NOVA CHANCE.
E quanto ao nome do botão: foda-se. Feio chamar assim né?! Que tal mudarmos o nome para: LIBERTE-SE?!
Se não conseguir fazer de imediato, seja aos poucos. Comece ao menos. Descobrirá vários estímulos para continuar.

Autoria: Lanita Andrade.

Imagem/Fonte: hipervitaminose.com.br

8 de out. de 2013

FOTOGRAFIAS E PROSA.

Quem me conhece sabe o quanto gosto de fotografias. Com a "minha" semi-profissional na mão, faço alguns registros por aí (diga-se por aqui), e também sou uma das responsáveis por registrar eventos, para um site local. Nada muito elaborado, nada muito pomposo, ou sequer com edições photoshopicas.
Este meu prazer / amor / gosto pela fotografia já rendeu uns bom bocados; teve até profissional local reclamando por eu registrar por ai. Oi?, como assim, meu livre arbitrio acaba aonde os outros determinam que deve acabar? Nana-nina-não. Intrigas à parte. Maldades à parte. Amores à parte.
Sou apenas uma amadora e peço licença para descrever o que se trata amador, no meu linguajar: 'Amador: aquele que ama o que faz e o faz por amor. Por tal razão, não entrega-se à maldade, nem sujeita-se ao mau-caratismo, em decorrência da ética e respeito pelo que faz, por si e pelo próximo, tal como fiz a lei divina'. Esclarecido as dúvidas, à baixo mostro alguns registros que fiz, ano passado, de um casal de amigos, que estavam grávidos. Hoje, desfilam por ai com o lindo Josué, o qual ainda não tive o privilégio de registrar.












Não reparem no nome escrito em baixo (em fontes diferentes). É que eu editei uma foto em um dia, no outro achei que deveria mudar a fonte, no outro eu mudei e assim foi...  Tem gente que não gosta, mas eu tenho esse hábito de colocar meu "nome" em baixo nas fotos, quando pretendo posta-las. 
Parace chato, clichê. Eu rotulo como hábito ou neura mesmo! haha Postei as fotos como amostra de que quando se quer algo, você busca torna o meio mais acessível, seja para a arte, trabalho, vida pessoal, enfim, para você ou para o próximo. Não é necessário sentir-se menos por não estar adequada ao meio social, que exige uma amostra explicita do que você faz. Como assim? Quando eu chego em eventos para fotografar, portando uma humilde câmera fotográfica semi profissional, ou as vezes, simples de tudo, alguns fotógrafos profissionais logo de cara me olham meio torto, com aquele olhar de 'o que veio fazer aqui, amadora'?! Exageros à parte. Já me senti menos por isso, mesmo acreditando que eu seria capaz de fazer um bom trabalho. 
Já me senti menos em diversos campos de minha vida, considerando-me incapaz, pelo fato de que um infeliz (no sentido de infeliz consigo mesmo) disse-me que eu era. E eu, tolinha de tudo acreditei. Hoje, busco incansavelmente desacreditar em todas as asneiras que ouvi na vida, e seguir adianta. Estou prestes a dar um novo passo em minha vida, e quero mostrar para mim mesma a capacidade que eu escondi, por achar que era inútil mostrar. Sim, estou longe de ser uma profissional reconhecida (até por que prefiro à felicidade ao reconhecimento). Talvez, eu nem sequer atue futuramente na área, mas se eu for fazer, farei bem feito, com a certeza de que quem decide meu caminho, sou eu! 
De resto, espero aprender bem a lição. Que possamos compartilhar todos experiências positivas, de aprendizados e conquistas. Pois até mesmo um tombo, nos ensina à olhar para o chão e perceber que abaixo de nós há uma pedra / ou um pé, que estava disposto a nos fazer cair e nossa distração deixou com que a situação viesse a ser formada e a queda, concluída. Não precisamos ser perfeitos, somente que nossa essência seja em sua totalidade sincera. 


Autoria: Lanita Andrade.
Fotografias: Lanita Andrade.

2 de out. de 2013

O GRANDE NO PEQUENO.





Mais fácil amar o gênero humano do que o nosso vizinho. Mais frequente se indignar com a matança de elefantes no Zimbábue do que com o abandono da gatinha na esquina da minha rua. Não sei porque isso ocorre, mas sinto que é assim.
Conheço corações filantrópicos que pagam muito mal seus empregados. Encontro pessoas cujo discurso é amplo, articulado, bem intencionado. Mas a prática delas é estreita, displicente, ferina.
A surrada história do companheiro sindicalista, capaz de mobilizar colegas por relações de trabalho mais justas. Mas em casa, este companheiro desce o braço na mulher e fala aos berros com os filhos.
As pessoas de direita também não ficam fora. Acusam a esquerda de ultrapassada e autoritária. No entanto, detestam o movimento feminista, o movimento negro, os homossexuais. Soltam misantropias pelas ventas.
Pois uma coisa é apontar o dedo para os caminhos e descaminhos da sociedade, outra é iluminar e acertar o caminho pessoal. A pergunta não é apenas se um outro mundo é possível. A pergunta também é eu sou uma boa pessoa?

1. Não puxo o saco, nem o tapete?
2. Sou transparente nas minhas relações?
3. Pratico a solidariedade com os que estão a minha volta?
4. Respeito quem pensa diferente de mim?
5. Sou um ser gentil?
Ou será que sou um tipo genérico? Desses que detestam tudo que se relaciona ao poder dos outros, mas que não abrem mão do próprio poder: Odeio os ricos porque sou pobre. Odeio os gays porque sou hétero. Odeio o mundo porque não me chamo Raimundo.
Não estou dizendo que a gente deva abrir mão de causas, princípios, pensamentos gerais, bandeiras. É evidente que somos seres políticos e que tudo que é social nos diz respeito. É certo que queremos ética no mundo político de Brasília.
No entanto precisamos, ao mesmo tempo, cultivar a ética íntima. A ética do cotidiano. Respeitar bicicleta e faixa de pedestre. Não desqualificar o diferente. Não tentar ganhar no grito. São atitudes que estão ao alcance das nossas mãos. Por mais frágeis que essas mãos sejam.
 
Imagem: Régine Ferrandis sobre "O Fazedor de Montanhas", de Silvio Galvão e Sandro Rodrigues.
Texto: Fernanda Pompeu.
 Fonte texto: Mente Aberta - yahoo

28 de set. de 2013

APENAS UMA EXPERIÊNCIA PARA SE GUARDAR.





- Poxa, tão novinha e é tão 'depravada' assim?
- Ela tem 19 anos. Você sabe o por que ela é assim?
- Já nasceu assim. Pau que nasce torto não se indireta, olha só com quem ela anda.
- Engano seu. Ela sempre foi a mais tímida e recatada da turma. Na escola era chamada as vezes e cdf, chata, nem passava cola. Cheguei a pensa que ela era um peixe fora d'água. Do tipo de menina que não combina com balada nenhuma, com garoto nenhum, que nem combinava consigo mesmo.
- E o que a fez mudar tanto assim, como você diz?
- Quer mesmo saber? então senta que eu te explico.
O que a fez ficar assim, foram pessoas como você. Que cobram demais, exigem demais, criticam sem se informar, julgam mesmo e eu acho que até um preconceito sofrido na infância. Se o cabelo estava longo, parecia evangélica e deveria cortar; se estava curto, parecia de homem. Se emagrecia, a 'saboneteira' fica aparente demais (detalhe que ela sempre esteve ali) e parecia anoréxica, aliás, ela chegou a desenvolver alguns atos bulemicos só para parecer menos encorpada, pois disseram que ela tinha coxas grandes, e isso fazia parecer que ela queria chamar atenção, mas na verdade ela queria se esconder o máximo possível; ou talvez desenvolveu isso pela culpa que já sentia em demasia e só quis colocar pra fora.
Imagine para uma pessoa como aquela garota, intitulada a ruim da família dizer um 'não'. Poxa, no mesmo instante se transformava na pior pessoa do mundo; no contrário, dizer 'sim' deveria ser sua obrigadação, para acabar com a imagem negativa que nutriam de si. Era obrigada a usar máscaras as vezes só para agradar; ser educada para não machucar, aceitar que era normal ser assim e ponto.
Entende o que quero dizer? Ela simplesmente cansou de levar pancadas da vida. Garotos infiéis. Amizades falsas. Espelho mentiroso. Pais super protetores. Familiares fofoqueiros. 
Já que ela estava fora do padrão,  mas não do seu, dos diversos que foram imposto por milhares de opiniões que ela insistia em dar ouvidos, ela cansou-se. Ligou o botão foda-se e foi. Por que, poxa vida, a garota merece descobrir um pouco do mundo, das baladas, das bebidas (na medida para deixar alegre), dos garotos, dos desejos. Mas não foi o suficiente. Ela queria mais, queria ser respeitada e aceita. O máximo que conseguiu foi ficar conhecida, mal falada, criticada e julgada. 
Por fora, saia curta (mostrando as coxas enormes), por dentro, um mundo em pedaços. Nas baladas, copo na mão, maquiagem e um belo sorriso como batom; em casa, quarto escuro, muitas lágrimas e um edredom.
Mas não foi o suficiente. Ela queria mais. Mais alívio pra alma. Então, cortou os pulsos. Para sentir na pele as dores que estavam enraizadas e assim, esquecer que as raízes estavam dentro e não fora, e sofrer de uma forma diferente, menos dolorosa, afinal, as dores físicas eram mais leves. Pode-se ver até hoje as marcas desse falso alívio. 
De tudo isso... nada foi o suficiente. Nada a fez esquecer cada mágoa sofrida. O abuso a infância. A raiva sentida pelos pais.O descontentamento de todos. Mas de uma coisa ela sabe, que quando toda esse 'depravamento' passar, vem a ressaca, e aí será a hora de acorda. Só que a garota quer adiar um pouco isso, pra fingir que tudo está bem por mais um pouco de tempo. Encarar as dores de frente doem muito, mas valerá a pena. E cada ato hoje, será apenas uma experiência para se guardar. E rir. Rir do quão infantil ela foi por achar que tudo passa assim tão fácil. Rir por não ter deixado bem claro que cada qual deve cuidar da sua própria vida. Rir, pois o riso é o melhor remédio após tantas lágrimas. 
Mas você, está livre para pensar o que quiser dela hoje. Não sou vidente, mas vejo que ela vai superar. Aí, se quiser voltar para prosear e me dizer a sua opinião sobre a 'depravada' de apenas 19 anos, volte. Teremos muito assunto a discutir.

Texto: Lanita Andrade.
Imagem/fotografia: via internet.

24 de set. de 2013

QUE CADA DIA SEJA UMA NOVA CHANCE







Por qual razão sempre esperam que caia uma lágrima de nossos rostos quando falam de alguém querido que já se foi?
Sim, nós perdemos alguém importante (e eu juro que minha fixa sequer caiu ainda, ou fez qualquer menção de cair), porém, basta lembrar do sorriso, da gargalhada, dos abraços apertados, dos apelidos engraçados, dos momentos de descontração, que aquela vontade de chorar passa.
Não menciono aqui a necessidade de esquecer, ou fingir que está tudo bem. Sequer sinto menos falta por ser menos amiga, ou por ter sido menos filha, ou menos sobrinha, ou menos neta (alusão a pessoas especiais que perdi nos últimos anos), eu sinto falta e ponto.
E a cada vez que perco mais uma pessoa especial, me sinto leva a um luto que vivi e que estou a poucos passos de superar, uma perca traumática pra mim, que marcou intensamente, e eu fiz com que cada marca ficasse mais visível possível e dolorosa do que poderia ser. Como? Afundei-me em uma depressão. Com direitos à uma falsa aceitação, e um falso alívio de início seguido posteriormente de saídas exageradas, companhias sem proveitos, bebidas, beijos sem sentimentos, desequilibro total de um 'eu' que eu nunca cheguei a descobrir como era, pelo fato de que eu estava em volta de uma nuvem obscura e que me fazia sentir mais medo de estar fora dela [ quando eu conseguia ver a luz], do que em sua maléfica companhia. Parece fácil falar disso hoje, depois de tudo, mas não, ainda não. Por que cicatrizes profundas só se curam com uma bela terapia, esta feita por si mesmo  em si. E eu ainda estou aprendendo.
Mas voltando ao fato de não chorar ao falarem de alguém que se foi à pouco é mais pelo fato de que sorrir é menos doloroso, e talvez a alma de acalma quando me proponho a tentar ser feliz, mesmo com um pequeno pedaço faltando.
Deus permitiu que vivêssemos esse momento. Algo tem a nos ensinar. Que cada dia seja uma nova chance de aprender, e superar, e aceitar, e reviver, e crescer, e amar a vida que ainda temos a viver!


Autoria: Lanita Andrade.


Boa Noite!

13 de set. de 2013

AGRADE A QUEM AGRADAR.



E hoje eu decidi que pouco me importa a opinião alheia. Liguei aquele botão de palavra forte e um pouco pesada; não sabe qual: ah, é o tal do 'FODA-SE'! Fale bem, fale mal, fale, se não quiser não fale. Poxa, eu quero viver a minha vida, não a sua opinião. E chegar a esse denominador as vezes exige uma grande caminhada, muitos tombos, choros, machucados (que um simples beijo de mãe não sara, até por que eu já não a tenho mais para beijar os ralados da vida, preciso aprender sem ela como fazer tais machucados cicatrizar). Tá com pena? Acha que sou assim, "meio torta" devido a ausência de uma mãe na minha vida? Por favor né, eu já antes de sua partida o que era certo e errado, porém não sabia as consequências de tais atos, e acabei por cometê-los (os atos), talvez por pirraça, ingenuidade, experiência ou qualquer outro nome que queira dar para as atitudes que tomei.
Estou me redescobrindo, e a cada dia percebo que é mais e mais difícil saber o que exatamente eu quero, já que sou bombardeada de influências alheias (pais (minha madrasta também é minha mãe, e das boa por sinal), amigos, família, sociedade, namorado, etc.), assim fica difícil manter-se firme, até por que eu sempre precisei da opinião alheia para tomar decisões. Sempre fui do tipo que se me dissessem: você está meio gorda, eu já me achava a mais gorda do mundo. Quando os garotos do colégio me zoavam chamando-me de apelidinhos grotesco -só para me infernizar e fazer-me tirar o sapato dos pés e correr atrás deles, querendo machuca-los fisicamente com a mesma intensidade que me machucaram interiormente-, eu dormia acreditando ser tudo aquilo de horrível que me falavam. Quando as minhas amigas, milagrosamente se apaixonavam pelos garotos que eu escrevia em meus diários, eu me sentia menos ainda, não sabia o que havia de errado comigo, o por que eu não era completa; seria a minha aparência?, o aparelho nos dentes, o cabelo crespo, ou o que?
A verdade é que, uma opinião não solicitada e mal compreendida, machuca quem liga para a mesma. E eu me machuquei muito ouvindo tais opiniões. É, sou uma boba, uma mulher-menina. Pior do que as criticas alheias, foram as criticas que empreguei a mim, a autocrítica. Me olho nos espelhos muitas vezes me achando feia, fora dos padrões mulheres passarela, cabelo perfeito, pele linda, dentes bem distribuídos, entre outras características empregadas por mim mesma em mim mesma. Isso tudo me gerou algumas dificuldades escolares (apesar das notas serem boas); relacionamentos mal resolvidos; amizades pouco duradouras; festas em exagero, bebidas demais; uma bulimia (já esquecida); e uma auto estima, que de alta só o nome. Me machuquei mais do que o mundo poderia machucar. E hoje, os machucados ainda estão expostos querendo cicatrizar.
Decidi me curar! Sei que há um espírito de luz que me protege e fala as vezes pro meu sexto sentido tomar cuidado (sou adepta ao espiritismo, caso tenham percebido). Não importa sua crença, religião, filosofia de vida, hábitos, desde que faça bem a ti, sem necessariamente machucar teu próximo, vá em frente. A vida é tão curta afinal, que tal aproveita-la fazendo um belo plantio, para que consigamos ter uma ótima colheita. Uma colheita feliz!
Ainda tenho muito a aprender, porém, hoje eu decidi ser diferente. E hoje, para a minha alegria, decidi ser eu mesma, agrade a quem agradar!

Autoria: Lanita Andrade.

Fotografia: Daniel Viegas.

24 de ago. de 2013

Porque Dar Uma Segunda Chance Nunca É Uma Boa Ideia

Não sei quem foi, mas com certeza essas palavras foram proferidas por alguém muito sábio: “voltar pra um velho amor é que nem ler um livro pela segunda vez – você já sabe como vai terminar.” Sim, porque nosso coração romântico tende a achar que isso é exagero, que sempre há chances quando há amor, e que nunca é tarde pra se arrepender. A realidade, porém, tem se mostrado impiedosamente contrária a esse nosso ideal romântico de relacionamentos.
Ficar com alguém só por amor é uma péssima ideia.
Pessoas que se recusam a acreditar esse fato acabam quebrando a cara incontáveis vezes. Porque o amor é necessário, mas ele, sozinho, não sustenta uma relação. É preciso muito mais do que isso. Parceria, respeito, companheirismo, objetivos de vida similares, sexo de qualidade, são apenas algumas dentre as diversas características necessárias pra se sustentar um relacionamento formado por duas pessoas distintas. Sem elas, desculpe-me o Cazuza, nem todo amor que houver nessa vida é o bastante.
Quando um relacionamento termina é porque alguns dos pilares básicos não estavam fortes o bastante e, acredite se quiser, na maioria das vezes o amor não é um deles. Porque é muito comum observar casais que terminam ainda se amando. O amor continuava intacto, mas outras afinidades não estavam bem estruturadas o que impossibilita a continuidade de um relacionamento feliz. Só que a carência, a saudade da rotina, as noites frias de domingo sozinha na cama, nos fazem acreditar no contrário. É mais fácil ceder do que resistir. E nós, fracos que somos, ficamos assustadíssimos diante de uma realidade na qual não temos mais o conforto de uma relação que fez parte da nossa existência por tanto tempo. Recomeçar é difícil demais. O vazio machuca demais. E no meio dessa fase dolorosa de recuperação, eis que surge o ex – uma esperança no fim do túnel pra nos tirar do sofrimento. Como a mente mente, ela nos faz acreditar que dessa vez vai ser diferente, que tudo vai mudar – e nós, num ato de desespero, voltamos. Muito provavelmente pra descobrir – depois que a fase da empolgação de um novo começo acaba – que nada mudou.
Costumo comparar essas segundas chances como alguém que anda de bicicleta. Você estava pedalando feliz até que um dia levou um tombo e estourou o joelho, que ficou em carne viva. Daí você sente dor, passa remédio, faz curativo. Só que a vontade de andar de bicicleta de novo é tão grande que, mal a ferida cicatrizou, e você já sai pedalando de novo. Até que passa novamente por um buraco e se estatela no chão. O pobre joelho que estava começando a se recuperar, retrocede,  ficando ainda mais machucado do que antes. Tudo isso porque você  não soube dar-lhe o tempo necessário pra se recuperar, pra se renovar, pra trocar de pele. Experimente trocar o joelho pelo seu coração – é assim que você age quando volta pra um amor antigo por causa da carência. Seu coração estava no processo de cura, precisando de cuidado, de isolamento, até que estivesse pronto pra outra. Mas você ignorou o aviso do corpo. Se entregou novamente àquele amor antigo, que você sabia que lhe faria mal, cedo ou tarde. Se tivesse dado o tempo necessário para a cura completa, aí sim estaria pronta pra andar de bicicleta novamente e explorar outras esquinas pelo mundo. Dessa vez, consciente, fortalecida e preparada. Mas você foi fraca e, como não poderia ser diferente, estatelou seu coração mais uma vez.
Por isso já dissemos por aqui que ser feliz é mesmo pros corajosos. Aqueles que jamais se esquecem que o maior amor do mundo tem que ser o amor próprio. Sempre que você passa em cima desse amor em nome do amor por outra pessoa, o resultado já é conhecido – você ativa o botão do VDM (vulgo, vai dar merda.) E sempre dá, as estatísticas confirmam. Por isso, sempre que nos sentirmos tentados a dar uma outra chance pra algo/alguém que nos fez mal, deveríamos nos lembrar que a vida é boa, que é bela, e que estamos aqui em contagem regressiva, por isso não há tempo pra apostar nos mesmos erros. Só assim nos permitiremos, antes de qualquer coisa, dar uma segunda chance pra nós mesmos.

Via: http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/05/14/porque-dar-uma-segunda-chance-nunca-e-uma-boa-ideia/

6 de ago. de 2013

"Vai tentando, se reinventando, se reconquistando, abre as portas, tire as poeiras dos tapetes, sacuda essa vida. Vai que dá certo! Você só não tem o direito de desistir."

Autoria: Lanita Andrade

QUANDO O IMPORTANTE É VOCÊ





Já percebeu a quantidade infinita de vezes que nos esquecemos de nós mesmos? Parece até papo de louco, não é? Como assim se esquecer de si mesmo?...  Não, não é algo impossível, algo que as vezes eu faço tão constantemente que nem percebo quando o faço. Me pego pensando nos problemas que os amigos possuem, que meus familiares possuem, e fico querendo resolver todos, achando que isso vá diminuir os meus. E sabe de uma coisa, um segredinho: NÃO vai! É isso mesmo, se preocupar demais com o próximo e querer ajudar não vá te fazer mais feliz, a menos que atue na psicologia ou psiquiatria, e mesmo assim ainda há de ter questões da sua vida que vão exigir sua atenção, e você irá ter que se esquecer um pouco dos outros para soluciona-las. 

A religião diz que devemos amar ao próximo como a nós mesmo, mas não viver o próximo. Em algum momento, você vai querer que alguém cuide de você, e sabe oque vai perceber? Que não há ninguém em terra para cuidar de você como você cuida dos outros, a não ser você mesmo. E por este motivo eu te indico uma visita ao seu mundo interior... observe-se, analise a falta que faz a si mesmo. Se dê de presente um pouco mais de atenção, seja ela externa ou interna. 

O tempo passa a uma velocidade tão brusca que nem sempre o vamos passar, quando percebemos, lá se foi o Sr. Tempo, com sua bagagem. E ao invés de acompanha-lo, ficamos, com a nossa bagagem, escrito nela a palavra 'saudade'.  Muitas das vezes saudades do que não vivemos, do que não sentimos, do que não tivemos... do que não aconteceu. Sua vida pode ser mais direcionada, mais direta. Direcione-a para aquela imagem que reflete no espelho toda vez que e você quem esta a frente dele, e decida qual rumo tomar, com oque se preocupar. Quando o importante é você, não queria mudar, dê atenção para esse alguém que também tem sonhos, problemas, vive na correria, que sorri e que chora. As vezes, só as vezes, é o que importa. 

Autoria: Lanita Andrade.