29 de nov. de 2013

VERSIFICANDO COM AMOR



Ame, amor, amados, amando à vida, às pessoas. 
Ame tudo, todos, cada um, sem se importa com a reciprocidade.
Ame quem deve ser amado, quem não merece, quem mereceria, simplesmente por amar.
Só ame. Sorria, vista-se de alegrias [seja com roupas baratas ou caras].
Esqueça o orgulho, esqueça a sociedade. Esqueça a mágoa. Esqueça.
Lembre que a vida é muito mais que um dia, mas que um minuto dela muda tudo.
Ame para sentir-se amado. Ame-se. Livre-se do que te faz mal.
Uma tarefa diária difícil, possível e passível de erros. Uma tarefa sua.
Peço perdão aos que eu magoei? Perdoando eu estou quem me magoou, perdoe-me vida, por esquecer que você é o bem mais precioso que eu tenho, e acabei por esquecer de mim, esquecendo assim de você.
Hoje me lembro que sorrir, pode ser difícil, mas eu quero faze-lo, para que as lágrimas que caem, sejam banhadas com algo tão meu, quanto o ato de ser eu.

"Caminhado e cantando e seguido a canção", eu estou. Mais do que ouvir a canção, criar minha própria letra de música, que fará parte da trilha sonora da minha história.
Com amor, desejo à todos que amem, para sentir-se amados.


Autoria: Lanita Andrade
Imagem islustrativa: Vanessa Kinoshita

21 de nov. de 2013

NAMORE UMA MULHER QUE SORRIA

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que são nas coisas mais simples da vida que estão os momentos mais importantes. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não pensar demais, a jogar fora o guarda-chuva, a acabar com a timidez, a conversar mais do que permitido, a tomar banho no rio.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a rir de todas as coisas esquistas da vida e, principalmente, a não ligar para o que os outros pensam. Namore uma mulher que sorria, mesmo sem fazer nenhum som, de uma forma totalmente louca. Você vai ter vontade de abraçá-la. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ser sério não tá com nada – a seriedade é duvidosa, a alegria é interrogativa.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que paixão e satisfação caminham de mãos dadas. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a ser imprudente, porque, se andar sempre em linha reta, não terá historias para contar. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a chorar nos filmes bobos e a dormir nos filmes chatos. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ninguém deve julgar seus defeitos.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar, por mais que você esteja sofrendo, que um sorriso sempre alivia um pouco. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, é preciso chorar, porque se você procurar felicidade eterna, não encontrará. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que amor não precisa de papel assinado. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não arrumar a casa na segunda-feira, a não sofrer com o fim do domingo.
Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, começar de novo é exatamente o que uma pessoa precisa. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que as mulheres não são frágeis. Elas só querem alguém para sorrir junto.

Fonte texto:  Casal sem vergonha

18 de nov. de 2013

UM TANTO DE NÃO SABER.



No início eu achava que se tratava de uma fase, até por que esta era a explicação mais acessível que me entregavam. A tal adolescência complexa e bipolar que todos passam. Aquela coisa de meninas quererem pintar, em demasia, os olhos com lápis preto, vestir roupas pretas, calçaram seu all star cano alto e rematar todo o visual com um leggin preto, não podendo esquecer de ser revolta com a vida. 
As dúvidas aumentavam, a crise de existência surgia mais cedo do que eu imagina e um sentimento obscuro por não saber o que de fato me levava a sentir tudo isso me consumia. Algo similar à raiva, falta de paciência, estresse e um tanto de adolescência aguda. Eu, apenas uma criança querendo ser 'gente grande' antes da hora. Mal sabia que o mundo exigiria de mim muito mais do que rebeldia. A vida me pede alegria, sorrisos constantes, respostas para as perguntas, relacionamentos - heterossexuais - sérios, casamento antes dos trinta, filho aos trintas, bom comportamento social, mas me da uma brecha para ser uma louca alcoolizada na balada. 
A cada balada, a cada social, a cada novela passada, a cada filme de comédia romântica assistido, a cada conversa com pessoas sérias, me vejo menos parecida com o que os jovens são. Talvez por ter princípios diferentes, uma mente aberta, ou por ter um pai conservador. Sequer me sinto bem em determinados lugares, frequentados por jovens de minha idade. Acho que sou anti social, ou social demais para aceitar que não somente de um jeito. Sou bem complexa aos 20 ainda e nem ao menos sei o que quero da vida. Quero apenas, risos frouxos, abraços apertados, calma/paz/paciência, banho de chuva sem trovões, amizades sinceras e duradouras, música para dançar, um trabalho/profissão para gostar, uma casa para morar, objetivos à seguir e um caminho para poder ir, para onde haja sol.
Sobre a raiva, ela surge quando me perguntam "O que espera da vida/o que quer da vida?". Poxa se eu soubesse, já teria escrito um manual de vida e sobrevivência, pois saber o que se quer da vida é o caminho para ser feliz, não é mesmo?! 
Sobre as dúvidas, elas continuam, me perseguem, me chamam, me embebedam nessa mar de incertezas... Mas taí, a minha graça de viver, não saber o que quero, mas saber o que NÃO quero. Já é um passo adiante, porém, não o suficiente para acalmar, o que hoje eu chamo de 'não sei o que estou sentindo'. Tampouco saberei, antes da meia idade completada totalmente. O tempo amadurece o que a juventude insiste em querer colher antes da hora. O que antes era apenas fase, hoje sei que com toda certeza, não é nada além de eu em mim.

Autoria: Lanita Andrade
Fotografia: Ólafur Arnalds (compositor), via Revista Um Conto.

11 de nov. de 2013

O QUE EU QUERO.




E ainda tem gente me perguntando o que eu espero da vida. Uma casa na árvore; um piquenique em um campo florido - em  uma tarde ensolarada -; um banho de chuva (sem trovões ou raios, que isso me assusta); amigos verdadeiros; risadas engraçadas (daquelas que te faz rir da risada e não da piada); que acreditem em mim quando digo algo (é do tipo que basta olhar em meus olhos para ver a sinceridade e medo).
Pessoas que entendam o por que eu gosto de ficar só; amigos que compreendam o por que eu raramente vou visita-los, o que não diminui nem uma grama do meu sentimento por eles; familiares que compreendam que eu não sou de ligar sempre, mas acordo e durmo pensando no quanto os quero bem.
Quero minha fé fortalecida, meu riso solto, minha paciência garantida e paz interior; que Deus, entenda que eu não sei orar ('malemá' as orações aprendidas na catequese), e também que eu não gosto de ir em igrejas, mas gosto de saber que Ele existe.
Quero sabedoria para a vida, discernimento para compreender as fases dela e inteligência o suficiente para me manter no caminho do bem; que eu saiba fazer o bem, pois que mal tem, ser o bem na vida de alguém?
Quero tanto, as vezes faço tão pouco. Mas não mais me desespero - não muito, ou em exagero -, deixo a água correr, lavar a alma, molhar o chão e espalhar no ar aquele cheiro de terra molhada que é adorável.
Ah se o mundo soubesse que eu só quero crescer e evoluir - do MEU jeito- pararia de tentar me criar para acertar sempre, e ser simpática quando estou de tpm.

Quero mesmo é ser entendida, não esquecida. Quero mesmo mesmo é ser aceita como uma metamorfose ambulante, que não tem a mesma opinião sobre tudo.


Autoria: Lanita Andrade.