11 de nov. de 2013

O QUE EU QUERO.




E ainda tem gente me perguntando o que eu espero da vida. Uma casa na árvore; um piquenique em um campo florido - em  uma tarde ensolarada -; um banho de chuva (sem trovões ou raios, que isso me assusta); amigos verdadeiros; risadas engraçadas (daquelas que te faz rir da risada e não da piada); que acreditem em mim quando digo algo (é do tipo que basta olhar em meus olhos para ver a sinceridade e medo).
Pessoas que entendam o por que eu gosto de ficar só; amigos que compreendam o por que eu raramente vou visita-los, o que não diminui nem uma grama do meu sentimento por eles; familiares que compreendam que eu não sou de ligar sempre, mas acordo e durmo pensando no quanto os quero bem.
Quero minha fé fortalecida, meu riso solto, minha paciência garantida e paz interior; que Deus, entenda que eu não sei orar ('malemá' as orações aprendidas na catequese), e também que eu não gosto de ir em igrejas, mas gosto de saber que Ele existe.
Quero sabedoria para a vida, discernimento para compreender as fases dela e inteligência o suficiente para me manter no caminho do bem; que eu saiba fazer o bem, pois que mal tem, ser o bem na vida de alguém?
Quero tanto, as vezes faço tão pouco. Mas não mais me desespero - não muito, ou em exagero -, deixo a água correr, lavar a alma, molhar o chão e espalhar no ar aquele cheiro de terra molhada que é adorável.
Ah se o mundo soubesse que eu só quero crescer e evoluir - do MEU jeito- pararia de tentar me criar para acertar sempre, e ser simpática quando estou de tpm.

Quero mesmo é ser entendida, não esquecida. Quero mesmo mesmo é ser aceita como uma metamorfose ambulante, que não tem a mesma opinião sobre tudo.


Autoria: Lanita Andrade.