20 de nov. de 2015

UM ANO DE B.C.

Já compartilhei, por aí, várias vezes sobre o quão espontâneo foi o processo de tomada de decisão para deixar meus cabelos voltarem à sua versão original de fábrica (haha). Eu não sabia como eles seriam, de fato, pois me recordo de quando nova (leia-se novíssima), algo em torno dos 8 ou 9 anos de idade, minha mãe me levava ao salão para fazer relaxamento capilar, que é nada mais que soltar os fios para que eles fiquem menos volumosos o que deforma sua forma original (óbvio). 







O cumprimento que eu mantinha era sempre na altura do ombro. Tinha a sensação de que eles não cresciam de "jeito maneira"/jeito nenhum. Até mesmo quando alisei pela primeira vez no ano de 2010, eles ainda ficavam nessa altura. POXA VIDA HEIN, cabelinho difícil de crescer. 





Eu acabei gostando da praticidade do cabelo alisado. Fácil de lavar, pentear, arrumar. Qualquer coisa eu mudava o visual com uma trança ou um babyliss nas pontas e pronto. 





Em 2013, quando eu alisei pela última vez, comecei a me sentir incomodada. Do nada mesmo. Passar horas sentada naquela cadeira era agoniante. Ficar dias com o cabelo cheirando a química que era usada para alisar. Meu cabelo era absurdamente oleoso. Pesado. E estava depois de um tempo, crescendo, enfim. Mas eu não estava mais satisfeita. Havia cansado. Decidi não alisar e não alisei. A minha cabeleireira na época (saudades das nossas conversas de horas e risadas) ainda questionava se eu realmente iria aguentar esperar todo o processo, "pode apostar que sim, vai ser dificílimo mas eu aguento", eu dizia. Como era difícil. hahaha





 A medida que a raiz ia enrolando em me sentia menos bonita, menos confiante. Os comentários do tipo: 

1. sua raiz está grande já né? não vai retocar?
2. seu cabelo já está feio, está na hora de retocar.
3. você vai mesmo ficar com aquele cabelo sarará igual quando era criança?
Não ajudavam muito. Mas, incrivelmente eu estava mais confiante, pelo fato de que o cabelo foi só uma das consequência de mudança que eu estava passando (já mencionei isso antes)


Comecei a cuidar do cabelo após um ano e meio de transição. Quando completou um ano e oito meses, no dia 24 de outubro de 2014 eu cortei. Troque o 'cortei' e leia-se: fui obrigada por uma amiga a ir ao salão e cortar! O dono da salão, super fofo, me disse que eu combinava com o novo corte. GENTEEE, eu nunca havia tido o cabelo tão curto, tão armado. 





A primeiras vezes que eu saía com ele daquele jeito, ou eu ele estava molhado ou amarrado. Mas, boa de amizades que sou, fui obrigada por uma outra amiga a ficar com ele solto na faculdade. Ela me tomou o prendedor de cabelo e disse que era para "deixar assim". Ele estava mais armado do que quando cortei. Fiquei super insegura e usá-lo solto, mas acabei por me acostumar. 





Com o tempo, meu estilo estava mudando. Usava as mesmas roupas, com mais segurança. Falava com mais segurança. Me sentia mais segura. Me redescobri mulher. Uma mulher que e não conhecia. 





A praticidade de cuidados capilar se esvaiu. Demorava hora para lavar, hidratar - atualmente gasto meia hora para lavar -, mas eu estava e ESTOU FELIZ com meu cabelo, com quem eu me tornei pós ele. As vezes da uma louca em mim a saio com ele bem afro. Cheguei a pentear ele para deixar sem cachos e ver como as pessoas ainda reagem quando veem pessoas com cabelo super afro, mas isso é para um outro post. 

Se alguém ainda se sente inseguro em passar por essa experiência e aceita um conselho eu digo: vá e faça! Simples assim. Só vivenciando no dia a dia a situação toda, redescobrindo-se que você vai entender. Sabemos muito bem que não tem a ver só com o cabelo, não é?
É uma experiência incrível mesmo, poder conhecer pessoas que também assumiram sua originalidade. Pessoas que nunca alisaram. Pessoas que tem ideais e luta por causas incríveis, como o respeito! Conheci pessoas incríveis, cada uma contribuindo de uma forma única nesse processo e pude contribuir no processo de várias pessoas que também passaram e passam por este processo de transição.





Hoje me sinto mais leve e mais próxima de mim. E ainda há quem acha que é só o cabelo. É a minha identidade, um eu que documento nenhum mostra, fotografia nenhuma registra, relato nenhum consegue descrever. Estou satisfeita em poder viver cada momento desse universo afro. 




5 de nov. de 2015

HAPPY BIRTHDAY "LOUCAS POR MAQUIAGEM"

HEEEEEEEY GENTEE! Tudo certo, por aí? :D

Vocês se lembram que eu andei resenhando sobre umas makes super incríveis por aqui? Lembram que eu falei do "LOUCAS POR MAQUIAGENS"? Daqui cinco dias, o grupo fará DOIS ANOOOOS!!! Isso mesmo! Já é um baby, engatinhando! 


Começou com uma página no facebook e agora passou para o whatsapp, com um público mais restrito, porém fiel, que cresce a cada dia mais, e o melhor: todos satisfeitos! O atendimento é ótimo, os produtos também. 
A Érica, essa lindíssima das fotos acima, que é a dona do grupo, está sempre instigando as clientes a ousar na hora de usar os makes, e falou em ousadia, eu tô dentro né! haha
Para comemora esses dois anos do 'baby group', a Érica lançou alguns descontos promocionais que não da pra ficar de fora. A data para o dia da promoção é dia 10/11, o dia exato do aniversário do grupo.
Não da pra ficar de fora dessa! São muitas maquiagens em oferta, que tá deixando todo mundo loooouco querendo comprar. hahahha <3 
Na foto tem o contato de Érica, só falar com ela e ver quais produtos vai levar para casa. 
Difícil vai ser escolher só um! 




São muuuitos produtos. Uma loucuraaa.

E ao LOUCAS POR MAQUIAGENS, representado pela Érica, meus parabéns! Muitos sucessos nessa jornada que a cada dia está mais solidificada! 

20 de out. de 2015

#LookDuJour: Hora Do Sol




Já faz alguns dias que usei. Quando o sol, ainda tinha sua hora em minha vida. Ultimamente eu não o tenho querido tanto, devido a intensidade em que ele tem se feito presente. Enfatizo o intenso, porque o calor na Barra, não "tá de matar", como diz o Bola de fogo, ele simplesmente É de matar qualquer um: de desanimo, cansaço, exaustão, preguiça. Para encará-lo e literalmente "por a cara no sol 'mona'", um look frexxquinho ajuda e muito! 







• Cropped: Presente de minha tia . (Lá vem a Lanitaaa, só posta foto com presentes.) Este cropped, faz parte de um conjunto onde tem uma capri na mesma cor e tecido. Bem ao estilo monocromático  com uma "pegada" em peças sociais. Ele não tem marca pois foi feito em costureira (que não abro a boca para contar quem é!)

• Shorts: R$80,00 (paguei algo próximo a isso quando o comprei)

• Tênis: R$ 63,94 (44,99 + 18,95 frete).

• Guarda chuva: R$ 14,00 

• Sol: R$ Não tem preço. 



Usem filtro solar! Bebam muita água. Não saiam de casa. Saiam sim, mas usem filtro solar! 

Fotografias: Karyser Nábilly 

29 de set. de 2015

E SE TROCARMOS O INCERTO PELO CERTO(?)





Houve um tempo em que os olhares se cruzavam com sutileza. Nada diziam. Conversavam entre si sobre desejos, vontades, afinidades e não eram compreendidos. Os donos destes olhares não permitiam haver uma compreensão mais aguçada sobre o que anos mais tarde ficaria tão claro e límpido quanto o azul da cor do céu em um dia ensolarado.
Em tal tempo passado, trocávamos alguns e se, por outros e se: "e se for recíproco" por um "e se não for o que estou pensando". Ao fim, somente incertezas. 
Neste tempo o riso era frouxo, a vontade em estar perto e acompanhar-se da presença de nós bastava. Nada cobrado. Nada prometido. Nada entendido. Nada dito... só o olhar que falava. Por alguma razão foi necessário cruzar este caminho chamado "nós" e seguirmos-nos por estradas diferentes. Eu na de chão, você no asfalto. Eu no interior, você capital. Eu com as palavras, você com a certeza. Eu com a saudade, você com ela também.
 "Ainda assim eu vou...."
"Ainda assim eu vou..."
Frases sendo ditas simultaneamente aos pensamentos que as completava. Sendo datilografadas na mesma velocidade e tempo. Já é chegada a hora em que nos complementamos. 
Já não tinha mais o olhar. Uma barreira física não permitia esta conexão tão próxima. A proximidade foi estabelecida de uma forma mágica. Ah tolos, envoltos pela vontade em estar perto,  nãos sabem que nem tudo precisa de explicação? Que nem tudo tem uma razão. As vezes  "para que" e "porque" é só questão de ser. Voilà, a resposta está em nossa frente. Tempo. Não somos senhores dele, mas sabemos que se hoje chover ou fizer sol, vamos nos deitar ao fim deste dia/noite longo cm um sorriso, que sorrido junto, vai embalar nossos sonhos. Num eterno paradigma, com uma nova questão a ser respondida "e se trocarmos o incerto pelo certo?"

27 de set. de 2015

RESENHAS DE MAKES: LOUCAS POR MAQUIAGENS

Oi gente. Andei sumida né? Mil perdões. Tô aprendendo a organizar o tempo entre as mil e duas coisas que tenho feito, quase que simultaneamente com o blog. Mas logo logo me ajeito (HAHAHAH)

O assunto do dia (noite) é uma resenha sobre maquiagem. LANITA ANDRADE, falando sobre maquiagens? Oi? Tá tudo certo? hahaa
De fato não tenho esse hábito em falar do universo de maquiagens, até por que no geral uso o básico para me maquiar (leia-se, meu básico). Porém quando o produto é bom, o que fazer? Compartilhar! Nem tudo para deixar nos bakstage, né?! 





Vocês já conhecem a marca Mary Kay?
É uma empresa americana, fundada em 1963 que se expandiu tanto e atualmente esta presente em 30 países, um deles é o Brasil (obviamente). E aqui em Barra do Bugres (MT), há uma Consultora de Beleza Independente, a Érica Cristtina, que revende produtos da marca, através de um grupo no wpp (whats app)"LOUCAS POR MAQUIAGENS". Quem aqui não é, pelo menos um pouco, louca por maquiagens? O nome faz jus ao universo feminino.



Falando nisto, este batom que eu estou usando é da linha True Dimensions, cor Sizzung Red. 



Pontos positivos:
Ele tem cobertura total.
Hidratante.
É brilhoso fugindo dessa ideia de matte/fosco que estamos muito acostumadas.
É um vemelho que combina muito com o dia a dia: da pra usar para ir para faculdade, barzinho, balada....
A embalagem dele é um luxo só. Da segurança para ser manuseada, pois é de um material mais resistente.




Pontos negativos:
Fixação. Passei corretivo por baixo para melhor fixar (segredinho: eu passo corretivo até para usar batons matte, então não foi algo que me incomodou muito).







Viu como ele fica lindo em diversos ângulos e iluminação?! 
Algumas meninas tem receio em usar cores fortes ou batons cremosos por usarem aparelhos dentários. Já aviso de antemão que não tem absolutamente nada a ver usar. Até por que uso aparelho à 5 anos e meio e nunca me importei com isso. As vezes o batom pode não fixar tão bem que quando falo suja um pouquinho os dentes, mas, nada que me impeça em usar as cores, texturas que eu me sinta bem.


Para comprar basta entrar em contato com a mais 'louca por maquiagens" que eu (ali em cima tem o contato). 
Ah, aproveita e pede para ela te adicionar ao grupo, para você ficar louquinha também e acompanhar as tendências e novidades de maquiagens da linha MK, entre outros! 

Eu amei a cor. E aí, gostaram também?

16 de set. de 2015

Look Du Jour: Blazer Vinho.


Top: R$?? { Não recordo o valor, mas é da loja Natia Lingerie, loja de Cerejeiras - RO }
Blazer: R$ 10,00 { Comprei em um bazar em Tangará da Serra-MT }
Saia: R$ 20,00, algo próximo a isso. { Não me recordo aonde comprei }
Coturno: R$ 89,00 { Loja Studio Z, Shopping 3 Américas em Cuiabá-MT }
Quem me acompanha pela minha fan page  no facebook, já me viu postando estas peças antes, vestidas de formas diferentes. Eu SUPER repito roupas. E repito com toda a frequência que me for necessária e interessante. Até por que, roupa não é descartável, né? Não as minhas pela menos (hahaha).
Gostei do blazer sendo usado desta forma, ficou um pouquinho mais despojado. Em combinações com top, tipo esta, fica super versátil para uso no dia a dia. Até arrisco ir para baladinha usando esta composição 
Espero que tenham gostado!smile emoticon









Ah, sobre a maquiagem: eu não sei me maquiar. Simples assim (hahahahha)
Fiz esses pontinhos, que já havia usado em uma maquiagem a uns quatro anos atrás, quase cinco. Na hora de fotografar me veio a ideia de usar de novo. E a estrelinha no outro olho para compor. 



Fotografias: Lauane Coutinho, no IG @lauane.cout 
Edição: Yo mesma, no IG @desabafosdelanita. 

14 de set. de 2015

O CANSAÇO DA SATISFAÇÃO




Mais uma noite que chegou sem que meu relógio cronológico a percebesse invadindo-me com a troca da luz pela escuridão. O luar tem disso, me envolver mais, me ter mais, um troca infinita de energias, as quais eu não sei denominar nem descrever, só sentir e vivenciar. 
Cá estou, em um entrega prazerosa. Sou da noite, sou da falta de luz. Não sempre, mas hoje, intensamente. 
Escolhi este momento para chamar de meu, de nosso, de luz no escuro. E não é o fim do túnel. Talvez um transbordar dele, onde estou sendo molhada pelo sensação de bem estar íntimo.
Há um prazer transbordando em mim. Não é o prazer da carne. Não é o prazer do toque, do beijo, do abraço, é interno, singular, único (como tudo deva ser). É o meu prazer em estar descobrindo que hoje, estou cada dia mais próxima do que eu poderia melhor ser. 
As energias que aqui estão, me fazem levitar em tranquilidade. Durmo tranquila hoje. Mais do que quando fui me deitar na noite passada. O sobressalto do despertar do relógio intensificaram a ausência de tranquilidade da noite mal dormida. O luar me trouxe tudo que me fora retirado no delongar do dia.
O cansaço existe em meu corpo, em cada músculo, cada minúscula parte. A satisfação também está presente na mesma intensidade. É, o cansaço da satisfação em ser liberta de pesos desnecessários, me embalarão em uma noite... onde o luar, me toma por sua, sem posse, me envolvendo....

[Texto: Lanita Andrade
Ftografia: Lauane Coutinho @lauane.cout
Edição: Lanita Andrade]

8 de set. de 2015

UMA FOTO E UMA ARTE



O que é a arte se não um reinventar-se de si?
O que é a beleza se não um ponto de vista?
O que é a singularidade se não o seu mundo vivido e vivenciado da forma a qual lhe convém e defina quem você é?
O que é a opinião se não uma ideia sobre algo, direcionado a outras coisas, partindo de um olhar único, que nem sempre condiz com a singularidade da situação a ser vista/falada?
O que é você, se não o reflexo da vivência deste vida única, singular, cheia de opiniões, que merece ser vivida, para que não tenha sido apenas um reflexo de sobrevivência de tempos perdidos em nada?
QUEM é você? Quem você quer ser? Aonde você quer chegar? Qual a arte te representará? Qual sorriso tu carregará? Quais opiniões te representarão?
EU, "sou um turbilhão de sentimentos e emoções, ocultas, pedindo licença para sua exposição", pois aqui dentro já me cabe mais o silêncio constante, pede-se passagem o barulho de ser, quem eu sou.

[Texto: Lanita Andrade, set-2015.
Fotografia: Lauane Coutinho @lscooutinho
Edição fotográfica: Lanita Andrade]

6 de set. de 2015

ENCARANDO DE FRENTE: ASSUMINDO OS CACHOS.

Por que você decidiu assumir seus cachos Lanita? 



Não foi necessário. Não fui obrigada. Não sofri preconceito por ser negra (sim, sou negra, não morena) e com cabelos alisados. Não foi imposição familiar. Tantos "nãos" que não existiram que sequer foram responsáveis em me fazer querer essa mudança radical e extremamente satisfatória. 
Acordei em um certo dia pensei: Quem sou eu? Quem é a Alana Andrade? Por que já não me sinto mais satisfeita com essa aparência a qual tomei? Qual a razão de eu não estar mais satisfeita? 
A principio as respostas não me vieram em mente. As perguntas iam se acumulando. E como sou espontânea em muito das situações as quais me envolvo, num estalar de dedo, decidi encarar de frente as situações que me iriam aparecer, ser impostas, independente. Até o momento não havia obtido forças para encara-las. Mas encontrei uma luz em um poço cavado e abandonado, nele muitas outras forças e atitudes vieram para que eu pudesse encarar muitas outras situações que iam se dispondo em minha vida. Foi no poço da "auto-aceitação" que a luz ofuscada pelas imposições sociais, se iluminou. Tal como a lua, que brilha lindamente, para em determinado momento ofuscar-se para que o sol venha a iluminar. Eu era a lua, o sol era o poço. Gerei um eclipse. Gerei coragem, ou ganhei-a de presente de seres iluminados que compreendia que era hora de encarar coisas adormecidas e não esquecidas, que ainda magoavam. Era hora de ser, parcialmente Alana. 
O cabelo foi só uma consequência de tudo a qual eu resolvi enfrentar, aceitar, assumir. A consequência que maior me deu visibilidade em poder falar de todas as outras. 
Assumi por sentir a necessidade em me aceitar. Assumi por perceber que era a hora em assumir. Assumi por já não me sentir bem com o que antes via no espelho, espelho este que estava virado para a parede para não refletir o que eu não gostava de ver refletido. Ele voltou a me ver, a me enxergar, a me visualizar para que eu pudesse, em lágrimas dizer: "é a hora". 
Não é exagero cada linha descrita. Foi um paradoxo interno, um conflito maior ainda do que o acima descrito.
Estar em família e receber comentários como "seu está feio, tá na hora de retocar a raiz". Ou, acordar e sentir-se feia pois seu cabelo não está como quer. Envolvia tantos fatores, Mas o maior deles era o fator de eu querer! Eu quis, eu o fiz. E sinto-me melhor assim. Acredite, muito melhor. Redescobri-me em diversos aspectos.
Depois de feito, ah, veio tantas outras 'cousas', que, guardo para um outro determinado momento poder descrever. 
Se vale um conselho, invista na possibilidade de mudar. De dentro para fora. É o principal e mais importante detalhe nisso tudo. 

Texto: Lanita Andrade
Fotografias: Autorretratos. 2015 x 2014. 






30 de ago. de 2015

ASSÉDIO QUE FALA






Tenho visto tanta coisa. Tenho vivido tantas coisas. Me pergunto em vários momentos se é seguro sair daqui para ir ali fora e encarar por mais um dia a hipocrisia que vivemos. 

Estou preparada para aguentar calada mais uma vez o assédio dos "trabalhadores e pais de família" que moram na rua ao lado? 
Estou preparada para ver a expressão de decepção da amiga que não se calou diante do assédio e quase foi agredida fisicamente, mas não escapou da agressão verbal?
Estou preparada para ouvir cada vez mais o machismo gritando "cala boca mulher, faça oque eu mando", como se fosse eu a escrava sem alforria da palavra?
Estou eu preparada para ouvir explicações falidas de argumentos para assédios  que vivemos, como por exemplo: "sua roupa está muito curta", "você provocou andando assim", "você é mulher, é normal", "não é cantada, é elogio", "nossa gata, foi só um elogio", dentre tantas outras. 

Sim, eu estou!!! Pois, como disse a Pitty, "não mais voltarei para a cozinha., nem para a senzala" (com algumas alterações). Nem passarei a chapinha no cabelo para passar despercebida ou alongarei o comprimento da minha roupa por medo de ser assediada. Tampouco fecharei os olhos e a palavra diante destas situações. O assédio que eu vivencio (pois o sofro quase que diariamente quando saio na rua) não vai me calar, vai me fazer falar, expressar que eu já não suporto mais. E se eu me calar, eu ei de juntar em mim forças para falar. 
O medo não acabou, mas uma coragem tem começado a brotar. É a coragem de ser mulher, negra, cacheada e dona do meu corpo! Já podem se acostumar que mais outras existem e existirão por aí! 



[Texto: Lanita Andrade, ago-2015
Fotografia: Autorretrato, ago-2015]

20 de ago. de 2015

#LookDuJour: Exposição agropecuária.





Ocorreu em Barra do Bugres, dos dias 13 à 16-08, a exposição agropecuária, ou rodeio, aqui. por eu ter decidido de última hora que iria, não providenciei roupa alguma para ir. Nem sou fã, na verdade, em comprar roupas para um determinado evento, por que na maioria das vezes acabo nem usando a roupa depois. 

Para compor os looks, optei pela repetição de peças (não tem problema algum nisso).





[Não tem fotos do segundo dia, por nele usei roupa totalmente diferente dos outros dias.]

 • No primeiro dia, usei jeans, camisa e bota branca. 




• No terceiro dia usei a mesma bota do primeiro dia; calça preta, camisa e lenço. 






• No quarto dia, repeti a bota do primeiro e segundo dia. A calça do primeiro dia. O lenço do terceiro dia (amarrado de maneira diferente); incrementei com um corpete. Reparem que o cinto é o mesmo do terceiro dia também. 


[Desconsiderem as qualidades fotográficas, fotos tiradas pelo celular, que tem pouca resolução hahaha]


E aí, alguma dúvida de que repetir roupa é legal?! 
grin emoticon

8 de ago. de 2015

SOBRE EXPECTATIVAS





Sobre expectativas: não as deposite em mim. Não sou como outrem houvera sido, nem como alguém será. Sou como eu gosto de ser, pelo menos na maioria das vezes. Gosto das coisas que me fazem bem. Minhas opiniões se modificam em uma velocidade magicamente rápida, pois sou como Raul disse "uma metamorfose ambulante", e eu prefiro sê-la. 
Não sou a vergonha da família, nem o orgulho maior dela. Não sigo os padrões midiáticos. Não tenho a sexualidade como ponto de partida para princípios éticos, nem demonstro ser alguém que eu não sou, cada opinião desta é meramente culpa tua, que me vê como quer ver. 
Qual a razão em depositar em mim pesos como: 
"Seja a melhor aluna", sendo que nem sempre os melhores são realmente bons, as vezes meros decoradores de conteúdo;
"Seja diferente". Em que aspecto? No que diz respeito a ser uma 'lady', comportada, que não beba muita, não saia muito, pense em construir uma família ortogonal, cuide do teu casal de filhos e viva para isso? Até que ponto a MINHA diferença te interfere e até que ponto tu acha que ser diferente é positivo? Qualquer que seja a resposta, não me interessa, de verdade. 
"Sua mãe foi uma pessoa incrível, você tem que se parecer com ela" ou "você precisa tocar como teu pai, ser inteligente como ele". Já parou para pensar que cada qual é de uma forma e se juntar os laços que me unem aos meus pais, sobrará aparência física e caráter. 
"Você poderia alisar teu cabelo, ele é mais bonito espichado". Oi? Agora meu cabelo delimita o nível de beleza pessoal? Por que fisicamente devo seguir padrões familiares e viver deles, como únicas razões em existir?
Cada dia ouço coisas, que de certo modo acreditei não ouvi-las. Me surpreendo com a capacidade de pessoas próximas, lembrarem-se de mim quando necessitam de atenção, de cuidados, de auxilio, declaram socialmente um carinho, que no fundo inexistem, a troco de que? De fazer-me me sentir querida, para possíveis necessidades que eu possa a vir sanar. Já não tenho saco para tais coisas a anos. 
Estou longe de se rum modelo a ser seguido. Estou longe de ter atos sempre saudáveis e corretos. Estou longe da fé do tamanho do grão de mostarda. Longe de muita coisa, porém a cada dia mais perto de mim. Eu, quase sempre somente eu, compreendo o peso das palavras que eu transmito e recebo. Uso-as como fonte de melhora, de reforma íntima, para dar a "cara" à tapa e explicar que cada ser é único em sua existência, onde precisam cuidar de suas vidas singulares e únicas também. Respeitemos as diferenças, limitações e gostos alheios para receber o respeito. 
Ao fim de tudo, fica o respeito e boas lembranças. E aonde quer que esteja, minha mãe soube me ensinar isso, meu pai reforça a cada dia. Ninguém, ninguém mesmo sabe como ela agiria em situações as quais me julgam como errada, nem mesmo ela saberia, pois ela não teve oportunidade em vivencia-las. Tampouco você sabe, como você agiria em situações as quais a vida vai te proporcionar repensar vários pontos de tua vida. 
Qual a razão de achar que eu deva saber como ser? Que eu deva ser o modelo que tu gostaria de ser? Sou eu, o reflexo de meus atos, mundo ao qual vivo, pessoas com as quais me relaciono, experiências, crenças, cores, cheiros, gostos, toques, de uma infinidade de coisas... não da sua opinião. Assim tu também é.

Texto: Lanita Andrade (@desabafosdelanita)
Fotografia: eu por Pablo Ricardo Kulpe , em Aripuanã - MT.

11 de jun. de 2015

Retratos: Para não dizer que não fotografei as flores.

Por que usar o termo retratos e não fotografias? Bom, é uma herança deixada pelo meu vozinho, que a quase um ano desencarnou deste plano. Ele costumava usar algumas palavras bem singulares, muito a ver com sua época e pelo que perceberam, a palavra 'retrato' era uma dessas. Minha família costuma usa-la como uma forma de lembrar dele. Sabemos que ao falarmos "vamos tirar um retrato", no exato momento  da fala estaremos "ouvindo" o som da sua voz ao pronunciar.

E sobre o post de hoje, que tal uma overdose florida? Ou, uma overdose de fotografia de flores?
Resolvi juntas algumas do meu estilo de fotografia preferido, que são as flores. Na maioria das vezes adoro fotografar flores pequeninas, delicadas, quase não perceptíveis. 

Fotografia 01: Julho-2014. Férias em Aripuanã -MT. 

Fotografia 02: Julho-2014. Férias em Aripuanã -MT. 

Fotografia 03: Julho-2014. Férias em Aripuanã -MT.  
em Conselvan, distrito de Aripuanã.


Foto 04: Setembro-2014. Museu da Caixa D'água Velha, em Cuiabá -MT

Foto 05: Setembro-2014. Comunidade Vão Grande, Barra do Bugres - MT.

Foto 06: Setembro-2014. Comunidade Vão Grande, Barra do Bugres - MT.

Foto 07: Novembro-2014. Tangará da Serra - MT.

Foto 08: Novembro-2014. Tangará da Serra - MT.

Foto 09: Dezembro-2014. Torixoréu - MT.
Flores de casamento também vale, não é? 💙

Foto 10: Janeiro-2015. Aripuanã - MT.
Flores na cabeça! 

Sobre as fotografias, eu não sou fotógrafa, não sou profissional. Apenas gosto de retratar as coisas ao meu redor, as pessoas. Já fiz alguns trabalhos na área, e até tenho uma página no facebook, que eu fiz para postar as fotografias que tiro (obvio) devido a algumas pessoas pedirem para fazer isso, eu gostei da ideia e tomei o partido de fazer, a mais de um ano e meio atrás. 
Ainda pretendo me especializar na fotografia, ficando atrás das lentes, e talvez na frente dela sendo fotografada (ai menina que sonha! haha)

As fotografias são quase todas de minha autoria, exceto pela décima, que é de crédito de minha prima Paula Andrade. 

Cada uma das fotografias retratadas guarda uma história para mim, um momento vivido, que eu quero guardar e poder relembrar. Espero que tenham gostado e sentido motivados e deixar florescer coisas boas, com tantas flores lindas.