11 de jun. de 2015

Retratos: Para não dizer que não fotografei as flores.

Por que usar o termo retratos e não fotografias? Bom, é uma herança deixada pelo meu vozinho, que a quase um ano desencarnou deste plano. Ele costumava usar algumas palavras bem singulares, muito a ver com sua época e pelo que perceberam, a palavra 'retrato' era uma dessas. Minha família costuma usa-la como uma forma de lembrar dele. Sabemos que ao falarmos "vamos tirar um retrato", no exato momento  da fala estaremos "ouvindo" o som da sua voz ao pronunciar.

E sobre o post de hoje, que tal uma overdose florida? Ou, uma overdose de fotografia de flores?
Resolvi juntas algumas do meu estilo de fotografia preferido, que são as flores. Na maioria das vezes adoro fotografar flores pequeninas, delicadas, quase não perceptíveis. 

Fotografia 01: Julho-2014. Férias em Aripuanã -MT. 

Fotografia 02: Julho-2014. Férias em Aripuanã -MT. 

Fotografia 03: Julho-2014. Férias em Aripuanã -MT.  
em Conselvan, distrito de Aripuanã.


Foto 04: Setembro-2014. Museu da Caixa D'água Velha, em Cuiabá -MT

Foto 05: Setembro-2014. Comunidade Vão Grande, Barra do Bugres - MT.

Foto 06: Setembro-2014. Comunidade Vão Grande, Barra do Bugres - MT.

Foto 07: Novembro-2014. Tangará da Serra - MT.

Foto 08: Novembro-2014. Tangará da Serra - MT.

Foto 09: Dezembro-2014. Torixoréu - MT.
Flores de casamento também vale, não é? 💙

Foto 10: Janeiro-2015. Aripuanã - MT.
Flores na cabeça! 

Sobre as fotografias, eu não sou fotógrafa, não sou profissional. Apenas gosto de retratar as coisas ao meu redor, as pessoas. Já fiz alguns trabalhos na área, e até tenho uma página no facebook, que eu fiz para postar as fotografias que tiro (obvio) devido a algumas pessoas pedirem para fazer isso, eu gostei da ideia e tomei o partido de fazer, a mais de um ano e meio atrás. 
Ainda pretendo me especializar na fotografia, ficando atrás das lentes, e talvez na frente dela sendo fotografada (ai menina que sonha! haha)

As fotografias são quase todas de minha autoria, exceto pela décima, que é de crédito de minha prima Paula Andrade. 

Cada uma das fotografias retratadas guarda uma história para mim, um momento vivido, que eu quero guardar e poder relembrar. Espero que tenham gostado e sentido motivados e deixar florescer coisas boas, com tantas flores lindas.  










9 de jun. de 2015

HABITAR NAS POESIAS CONSTRUÍDAS.

Habitar não é somente residir em um espaço, é fazer parte dele, ser dele, se doar a ele. Cada morador contribui para o espaço que vive, seja interferindo no aspecto físico deste, ou se entregando as graças da convivência que o espaço te permite. Moramos numa correria absurda, onde o pouco tempo que nos sobra é gasto em frente a laptops, televisões, celulares e toda essa tecnologia que é benéfica, quando não um exagero cotidiano. 


Estudar a arquitetura, foi primeiramente como estudar as pessoas, como, uma psicologia construída: carne osso, madeira, concreto, tijolos, organicamente e demais formas que a vida possui. 
A primeira matéria que me fez abrir os olhos para o mundo e pensar "poxa vida, que bolha eu vivia? quero isso não, seu João", foi  Estética e História da Arte. Acadêmicos de AU da Unemat, entenderão o que eu digo e compreenderão a importância absurda que aquele professor doutor, exigente e inteligentemente humano tem sobre nós que tivemos a oportunidade de ser alunos dele. Sim, estou "puxando saco" pro conhecimento além da sala de aula, para a poesia que eu descobri na natureza de Manoel de Barros; para a ética em ser humana e compreender que espaços são também os de dentro. 




A convivência nem sempre é ressoada em poesias. As palavras nem sempre saem como melodia. As rimas nem sempre são ritmadas. As escritas não estarão sempre na oração adequada. De todos os desencontros, eu me encontro nas oportunidades e entrelinhas deste curso, que é arte, poesia, estrutura, volumetria, fotografia, linhas e curvas, pedras de uma selva que tem encantos escondidos e entrelaçados num sorriso que é o encontro de ideias opostas e realmente válidas para poder agregar a cada dia na pessoa que eu me torno. 
Sobre fazer o que gosto, com uma enxurrada de informações, uma infinita necessidade de decorebas constantes [eis aqui a forma do ensino global], paixonites intensas e amor para sempre, eu percebo que fiz a escolha certa. 
Se serei arquiteta atuante, não sei. Se serei urbanista atuante, não sei. Se serei designer de interiores, de móveis, de ideias, de amor, ou se abraçarei algum outro campo das infinitas possibilidades da arquitetura e urbanismo, não sei. Mas sei eu, que hoje, descobri que estar aqui, é morar na felicidade de aprendizado e possibilidades de descobertas de um mundo que se abre a cada dia bem dentro de mim e aflora no espaço que eu vivo. 
Aos que possuem dúvida, fica aqui minha contribuição: se arrisque e se redescubra! 




[Lanita Andrade, 09 de junho de 2015]
[Fotografias: elas retratam, basicamente, alguns momentos importantes em minha estadia aqui.
01: Retirada por mim, foi o por do sol mais incrível que eu vi nesta cidade, que tem um céu apaixonante;
02: Faz parte de um trabalho, em sala, sobre retratar uma pintura. A fotografia é de um colega de classe, Vinicius Marciniak;
03: Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Faz parte do acervo de fotografias tiradas em uma viagem ao centro histórica da capital de MT.]