20 de nov. de 2015

UM ANO DE B.C.

Já compartilhei, por aí, várias vezes sobre o quão espontâneo foi o processo de tomada de decisão para deixar meus cabelos voltarem à sua versão original de fábrica (haha). Eu não sabia como eles seriam, de fato, pois me recordo de quando nova (leia-se novíssima), algo em torno dos 8 ou 9 anos de idade, minha mãe me levava ao salão para fazer relaxamento capilar, que é nada mais que soltar os fios para que eles fiquem menos volumosos o que deforma sua forma original (óbvio). 







O cumprimento que eu mantinha era sempre na altura do ombro. Tinha a sensação de que eles não cresciam de "jeito maneira"/jeito nenhum. Até mesmo quando alisei pela primeira vez no ano de 2010, eles ainda ficavam nessa altura. POXA VIDA HEIN, cabelinho difícil de crescer. 





Eu acabei gostando da praticidade do cabelo alisado. Fácil de lavar, pentear, arrumar. Qualquer coisa eu mudava o visual com uma trança ou um babyliss nas pontas e pronto. 





Em 2013, quando eu alisei pela última vez, comecei a me sentir incomodada. Do nada mesmo. Passar horas sentada naquela cadeira era agoniante. Ficar dias com o cabelo cheirando a química que era usada para alisar. Meu cabelo era absurdamente oleoso. Pesado. E estava depois de um tempo, crescendo, enfim. Mas eu não estava mais satisfeita. Havia cansado. Decidi não alisar e não alisei. A minha cabeleireira na época (saudades das nossas conversas de horas e risadas) ainda questionava se eu realmente iria aguentar esperar todo o processo, "pode apostar que sim, vai ser dificílimo mas eu aguento", eu dizia. Como era difícil. hahaha





 A medida que a raiz ia enrolando em me sentia menos bonita, menos confiante. Os comentários do tipo: 

1. sua raiz está grande já né? não vai retocar?
2. seu cabelo já está feio, está na hora de retocar.
3. você vai mesmo ficar com aquele cabelo sarará igual quando era criança?
Não ajudavam muito. Mas, incrivelmente eu estava mais confiante, pelo fato de que o cabelo foi só uma das consequência de mudança que eu estava passando (já mencionei isso antes)


Comecei a cuidar do cabelo após um ano e meio de transição. Quando completou um ano e oito meses, no dia 24 de outubro de 2014 eu cortei. Troque o 'cortei' e leia-se: fui obrigada por uma amiga a ir ao salão e cortar! O dono da salão, super fofo, me disse que eu combinava com o novo corte. GENTEEE, eu nunca havia tido o cabelo tão curto, tão armado. 





A primeiras vezes que eu saía com ele daquele jeito, ou eu ele estava molhado ou amarrado. Mas, boa de amizades que sou, fui obrigada por uma outra amiga a ficar com ele solto na faculdade. Ela me tomou o prendedor de cabelo e disse que era para "deixar assim". Ele estava mais armado do que quando cortei. Fiquei super insegura e usá-lo solto, mas acabei por me acostumar. 





Com o tempo, meu estilo estava mudando. Usava as mesmas roupas, com mais segurança. Falava com mais segurança. Me sentia mais segura. Me redescobri mulher. Uma mulher que e não conhecia. 





A praticidade de cuidados capilar se esvaiu. Demorava hora para lavar, hidratar - atualmente gasto meia hora para lavar -, mas eu estava e ESTOU FELIZ com meu cabelo, com quem eu me tornei pós ele. As vezes da uma louca em mim a saio com ele bem afro. Cheguei a pentear ele para deixar sem cachos e ver como as pessoas ainda reagem quando veem pessoas com cabelo super afro, mas isso é para um outro post. 

Se alguém ainda se sente inseguro em passar por essa experiência e aceita um conselho eu digo: vá e faça! Simples assim. Só vivenciando no dia a dia a situação toda, redescobrindo-se que você vai entender. Sabemos muito bem que não tem a ver só com o cabelo, não é?
É uma experiência incrível mesmo, poder conhecer pessoas que também assumiram sua originalidade. Pessoas que nunca alisaram. Pessoas que tem ideais e luta por causas incríveis, como o respeito! Conheci pessoas incríveis, cada uma contribuindo de uma forma única nesse processo e pude contribuir no processo de várias pessoas que também passaram e passam por este processo de transição.





Hoje me sinto mais leve e mais próxima de mim. E ainda há quem acha que é só o cabelo. É a minha identidade, um eu que documento nenhum mostra, fotografia nenhuma registra, relato nenhum consegue descrever. Estou satisfeita em poder viver cada momento desse universo afro. 




5 de nov. de 2015

HAPPY BIRTHDAY "LOUCAS POR MAQUIAGEM"

HEEEEEEEY GENTEE! Tudo certo, por aí? :D

Vocês se lembram que eu andei resenhando sobre umas makes super incríveis por aqui? Lembram que eu falei do "LOUCAS POR MAQUIAGENS"? Daqui cinco dias, o grupo fará DOIS ANOOOOS!!! Isso mesmo! Já é um baby, engatinhando! 


Começou com uma página no facebook e agora passou para o whatsapp, com um público mais restrito, porém fiel, que cresce a cada dia mais, e o melhor: todos satisfeitos! O atendimento é ótimo, os produtos também. 
A Érica, essa lindíssima das fotos acima, que é a dona do grupo, está sempre instigando as clientes a ousar na hora de usar os makes, e falou em ousadia, eu tô dentro né! haha
Para comemora esses dois anos do 'baby group', a Érica lançou alguns descontos promocionais que não da pra ficar de fora. A data para o dia da promoção é dia 10/11, o dia exato do aniversário do grupo.
Não da pra ficar de fora dessa! São muitas maquiagens em oferta, que tá deixando todo mundo loooouco querendo comprar. hahahha <3 
Na foto tem o contato de Érica, só falar com ela e ver quais produtos vai levar para casa. 
Difícil vai ser escolher só um! 




São muuuitos produtos. Uma loucuraaa.

E ao LOUCAS POR MAQUIAGENS, representado pela Érica, meus parabéns! Muitos sucessos nessa jornada que a cada dia está mais solidificada! 

20 de out. de 2015

#LookDuJour: Hora Do Sol




Já faz alguns dias que usei. Quando o sol, ainda tinha sua hora em minha vida. Ultimamente eu não o tenho querido tanto, devido a intensidade em que ele tem se feito presente. Enfatizo o intenso, porque o calor na Barra, não "tá de matar", como diz o Bola de fogo, ele simplesmente É de matar qualquer um: de desanimo, cansaço, exaustão, preguiça. Para encará-lo e literalmente "por a cara no sol 'mona'", um look frexxquinho ajuda e muito! 







• Cropped: Presente de minha tia . (Lá vem a Lanitaaa, só posta foto com presentes.) Este cropped, faz parte de um conjunto onde tem uma capri na mesma cor e tecido. Bem ao estilo monocromático  com uma "pegada" em peças sociais. Ele não tem marca pois foi feito em costureira (que não abro a boca para contar quem é!)

• Shorts: R$80,00 (paguei algo próximo a isso quando o comprei)

• Tênis: R$ 63,94 (44,99 + 18,95 frete).

• Guarda chuva: R$ 14,00 

• Sol: R$ Não tem preço. 



Usem filtro solar! Bebam muita água. Não saiam de casa. Saiam sim, mas usem filtro solar! 

Fotografias: Karyser Nábilly 

29 de set. de 2015

E SE TROCARMOS O INCERTO PELO CERTO(?)





Houve um tempo em que os olhares se cruzavam com sutileza. Nada diziam. Conversavam entre si sobre desejos, vontades, afinidades e não eram compreendidos. Os donos destes olhares não permitiam haver uma compreensão mais aguçada sobre o que anos mais tarde ficaria tão claro e límpido quanto o azul da cor do céu em um dia ensolarado.
Em tal tempo passado, trocávamos alguns e se, por outros e se: "e se for recíproco" por um "e se não for o que estou pensando". Ao fim, somente incertezas. 
Neste tempo o riso era frouxo, a vontade em estar perto e acompanhar-se da presença de nós bastava. Nada cobrado. Nada prometido. Nada entendido. Nada dito... só o olhar que falava. Por alguma razão foi necessário cruzar este caminho chamado "nós" e seguirmos-nos por estradas diferentes. Eu na de chão, você no asfalto. Eu no interior, você capital. Eu com as palavras, você com a certeza. Eu com a saudade, você com ela também.
 "Ainda assim eu vou...."
"Ainda assim eu vou..."
Frases sendo ditas simultaneamente aos pensamentos que as completava. Sendo datilografadas na mesma velocidade e tempo. Já é chegada a hora em que nos complementamos. 
Já não tinha mais o olhar. Uma barreira física não permitia esta conexão tão próxima. A proximidade foi estabelecida de uma forma mágica. Ah tolos, envoltos pela vontade em estar perto,  nãos sabem que nem tudo precisa de explicação? Que nem tudo tem uma razão. As vezes  "para que" e "porque" é só questão de ser. Voilà, a resposta está em nossa frente. Tempo. Não somos senhores dele, mas sabemos que se hoje chover ou fizer sol, vamos nos deitar ao fim deste dia/noite longo cm um sorriso, que sorrido junto, vai embalar nossos sonhos. Num eterno paradigma, com uma nova questão a ser respondida "e se trocarmos o incerto pelo certo?"