22 de jan. de 2014

ANÁLISE SENTIMENTAL.





 

      Estava fazendo uma análise sentimental de minha vida - pouca vida por sinal, afinal, 21 anos de uma longa existência é quase nada!
      Percebi que é mais fácil para mim explodir em lágrimas, do que assumir que preciso conversar;
      Que é mais fácil afasta as pessoas, por medo de magoá-las do que mudar - hunf, mudar é algo difícil, né?!;
      Percebo a cada dia que passa que meu sangue doce para confusão se torna um melado, ou seja, as brigas surgem, quando eu "logo existo";
      Que ficar calada pode ser o melhor remédio para mim, para os outros e para todos os outros. As vezes que optei fazer algum comentário sobre algo fui critica, pois pessoas conhecidas deve se manter neutras em diversos assuntos;
      Percebo que meu cérebro está cada mais equivocado, minha fala mais intensa, e que ambos nem sempre andam juntos. As palavras saem direto pela boca, sem que sejam filtradas pelo cérebro antes, e acreditem - ou não, dane-se também-, eu utilizo e muito estas curvas corporais cerebrais;
      Vejo que a miséria me atinge, o egoísmo, e eu sinto que falar ao menos um bom dia para um desconhecido que seja, eu já fico bem. Não sei como, mas vezes os outros sorrirem surpresos por alguém te cumprimentar, é algo quase mágico;
      Percebo que as pessoas estão cada vez mais propensas a não gostarem de mim, por algo que eu não falei ou que eu tenha falado, por algo que eu não fiz ou tenha feito, e fecharem-se de mim é mais fácil do que me deixar participar deste momento que pode ser libertador para ambas as partes, e no quesito liberdade linguística sentimental, eu estou quase "manjando bem";
      Escrevo, escrevo e escrevo não com a intenção de que leiam mas com a intenção de que meu sentimental, que está aguçado, não se exploda dentro de mim.
      E quase no fim dessa análise, cheguei a conclusão de que concluir algo não é minha praia, pois o fim me assusta, mas é necessário, sendo assim, concluo cada dia uma etapa que me foi designada, quer eu saiba qual seja, quer eu não saiba.
      Aos que se identifiquem, eu lhes digo, não somos os únicos. A mim eu digo, pode chorar mais um pouco, que amanhã passa!

Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Daniel Viegas (Aripuanã - MT).

21 de jan. de 2014

FALSAS OPORTUNIDADES.




- Você tem talento, mas não tem equipamento.
- Infelizmente ainda não pude adquirir algo mais moderno.
- Seu preço é esse? Tem desconto? 
[Está abaixo do mercado por justamente eu "não ter equipamento". Apenas sorrio e digo que] - Infelizmente não. [Fico com um peso enorme por desapontar mais uma pessoa, afinal, fui criada para não fazer isso, e as vezes que eu fiz, me puni intensamente internamente, até que as lágrimas fossem a única solução] 
- Vou pensar, ver certinho e lhe aviso, tá?!
Uma semana depois, vejo que perdi mais uma oportunidade de conseguir engajar meu sonho na realidade. Ok, já estou acostumada.


     O relato acima descrito é uma ficção de uma realidade bem comum para mim. O fato de as oportunidades que aparecerem em meu caminho serem apenas meras expectativas de algo que no fim não se concretiza. A razão, eu não sei. Me esforcei, fui atrás..., tudo ao meu tempo, ao meu modo,afinal, não são todos sonhadores que tem uma poupança evoluída e alguns contatos fortes em seu iPhone, não é? Eu sequer tenho o tal aparelho moderno anteriormente mencionado. Fui do tipo que disse muitos 'sins' aos outros, vários 'nãos' à mim, e agora, buscando dizer sim ao que parece correto, recebo os nãos que eu tanto me disse. 
     Criatividade, talento, conhecimento, nada disso tem pago minhas contas mensais, nada disso tem alimentado financeiramente meu sonho, nem me feito galgar um degrau sequer na escada profissionalmente evolutiva. Unf! Isso me torna muito dramática, ao ponto de ter autopiedade. Acorde menina! 
     Ok, voltei! 
     Mas enfim, estou bem cansada de ter que ser boazinha sempre e concordar que o melhor melhor é receber as migalhas dos que ficam felizes em poder ajudar. Salvo algumas exceções, afinal, alguns loucos e amigos me chamam para sentar à mesa farta do conhecimento que carregam consigo. 
     Do que estou falando? Daquelas oportunidades falsificadas, quem vem carregadas de sorrisos e promessas do tipo 'te ligo para combinar', e depois de cansar de esperar, enfim me dar conta que a oportunidade não era para mim, e o 'te ligo' caiu em um outro número. 
     Sinto o peso do fracasso jovial e dramaticamente aceito, afinal, somos jovens e podemos chorar por coisas que não dão certo, pois se meu sonho não é alimentado, meus órgãos digestivos são - obrigado pai por ainda fazer isso. Mas nem só de drama é feito a vida. Acertos, erros, criticas, coragem e outras características se adentram nesse mar de loucuras diárias que eu chamo de ir além de viver, autoconhecer o meu ser a cada dia mais e mais. Hoje descubro, que mesmo preparada as pessoas querem sempre mais de mim, uma perfeição irreal, uma experiência que eu só terei experimentando, e para experimentar infelizmente preciso ser experiente (alô mercado de trabalho, leia isso). 
     Percebo que é mais fácil persuadir dizendo que tem planos para o futuro e quando o futuro chegar, descartar aparte que não lhe convém. Somos seres humanos, não peças mecânicas para serem substituídas. E se a intenção é acreditar em algo, acredite com fé,que não sejam falsas essas oportunidades que a vi dá, pois de falso, já basta aquele teatrinho dramaturgo que assistimos em horário nobre nas novelas. Ah, se vale um conselho, "não desacredite de algo que acredita com o coração em consentimento da razão", os dois quando trabalham juntos, tendem a fazer algo brilhante surgir. 



Autoria: Lanita Andrade.
Aspas (ao final do texto): um conselho de Lanita Andrade.
Imagem: Via internet, desconheço a autoria.