13 de set. de 2013
AGRADE A QUEM AGRADAR.
E hoje eu decidi que pouco me importa a opinião alheia. Liguei aquele botão de palavra forte e um pouco pesada; não sabe qual: ah, é o tal do 'FODA-SE'! Fale bem, fale mal, fale, se não quiser não fale. Poxa, eu quero viver a minha vida, não a sua opinião. E chegar a esse denominador as vezes exige uma grande caminhada, muitos tombos, choros, machucados (que um simples beijo de mãe não sara, até por que eu já não a tenho mais para beijar os ralados da vida, preciso aprender sem ela como fazer tais machucados cicatrizar). Tá com pena? Acha que sou assim, "meio torta" devido a ausência de uma mãe na minha vida? Por favor né, eu já antes de sua partida o que era certo e errado, porém não sabia as consequências de tais atos, e acabei por cometê-los (os atos), talvez por pirraça, ingenuidade, experiência ou qualquer outro nome que queira dar para as atitudes que tomei.
Estou me redescobrindo, e a cada dia percebo que é mais e mais difícil saber o que exatamente eu quero, já que sou bombardeada de influências alheias (pais (minha madrasta também é minha mãe, e das boa por sinal), amigos, família, sociedade, namorado, etc.), assim fica difícil manter-se firme, até por que eu sempre precisei da opinião alheia para tomar decisões. Sempre fui do tipo que se me dissessem: você está meio gorda, eu já me achava a mais gorda do mundo. Quando os garotos do colégio me zoavam chamando-me de apelidinhos grotesco -só para me infernizar e fazer-me tirar o sapato dos pés e correr atrás deles, querendo machuca-los fisicamente com a mesma intensidade que me machucaram interiormente-, eu dormia acreditando ser tudo aquilo de horrível que me falavam. Quando as minhas amigas, milagrosamente se apaixonavam pelos garotos que eu escrevia em meus diários, eu me sentia menos ainda, não sabia o que havia de errado comigo, o por que eu não era completa; seria a minha aparência?, o aparelho nos dentes, o cabelo crespo, ou o que?
A verdade é que, uma opinião não solicitada e mal compreendida, machuca quem liga para a mesma. E eu me machuquei muito ouvindo tais opiniões. É, sou uma boba, uma mulher-menina. Pior do que as criticas alheias, foram as criticas que empreguei a mim, a autocrítica. Me olho nos espelhos muitas vezes me achando feia, fora dos padrões mulheres passarela, cabelo perfeito, pele linda, dentes bem distribuídos, entre outras características empregadas por mim mesma em mim mesma. Isso tudo me gerou algumas dificuldades escolares (apesar das notas serem boas); relacionamentos mal resolvidos; amizades pouco duradouras; festas em exagero, bebidas demais; uma bulimia (já esquecida); e uma auto estima, que de alta só o nome. Me machuquei mais do que o mundo poderia machucar. E hoje, os machucados ainda estão expostos querendo cicatrizar.
Decidi me curar! Sei que há um espírito de luz que me protege e fala as vezes pro meu sexto sentido tomar cuidado (sou adepta ao espiritismo, caso tenham percebido). Não importa sua crença, religião, filosofia de vida, hábitos, desde que faça bem a ti, sem necessariamente machucar teu próximo, vá em frente. A vida é tão curta afinal, que tal aproveita-la fazendo um belo plantio, para que consigamos ter uma ótima colheita. Uma colheita feliz!
Ainda tenho muito a aprender, porém, hoje eu decidi ser diferente. E hoje, para a minha alegria, decidi ser eu mesma, agrade a quem agradar!
Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Daniel Viegas.
