29 de set. de 2015

E SE TROCARMOS O INCERTO PELO CERTO(?)





Houve um tempo em que os olhares se cruzavam com sutileza. Nada diziam. Conversavam entre si sobre desejos, vontades, afinidades e não eram compreendidos. Os donos destes olhares não permitiam haver uma compreensão mais aguçada sobre o que anos mais tarde ficaria tão claro e límpido quanto o azul da cor do céu em um dia ensolarado.
Em tal tempo passado, trocávamos alguns e se, por outros e se: "e se for recíproco" por um "e se não for o que estou pensando". Ao fim, somente incertezas. 
Neste tempo o riso era frouxo, a vontade em estar perto e acompanhar-se da presença de nós bastava. Nada cobrado. Nada prometido. Nada entendido. Nada dito... só o olhar que falava. Por alguma razão foi necessário cruzar este caminho chamado "nós" e seguirmos-nos por estradas diferentes. Eu na de chão, você no asfalto. Eu no interior, você capital. Eu com as palavras, você com a certeza. Eu com a saudade, você com ela também.
 "Ainda assim eu vou...."
"Ainda assim eu vou..."
Frases sendo ditas simultaneamente aos pensamentos que as completava. Sendo datilografadas na mesma velocidade e tempo. Já é chegada a hora em que nos complementamos. 
Já não tinha mais o olhar. Uma barreira física não permitia esta conexão tão próxima. A proximidade foi estabelecida de uma forma mágica. Ah tolos, envoltos pela vontade em estar perto,  nãos sabem que nem tudo precisa de explicação? Que nem tudo tem uma razão. As vezes  "para que" e "porque" é só questão de ser. Voilà, a resposta está em nossa frente. Tempo. Não somos senhores dele, mas sabemos que se hoje chover ou fizer sol, vamos nos deitar ao fim deste dia/noite longo cm um sorriso, que sorrido junto, vai embalar nossos sonhos. Num eterno paradigma, com uma nova questão a ser respondida "e se trocarmos o incerto pelo certo?"

27 de set. de 2015

RESENHAS DE MAKES: LOUCAS POR MAQUIAGENS

Oi gente. Andei sumida né? Mil perdões. Tô aprendendo a organizar o tempo entre as mil e duas coisas que tenho feito, quase que simultaneamente com o blog. Mas logo logo me ajeito (HAHAHAH)

O assunto do dia (noite) é uma resenha sobre maquiagem. LANITA ANDRADE, falando sobre maquiagens? Oi? Tá tudo certo? hahaa
De fato não tenho esse hábito em falar do universo de maquiagens, até por que no geral uso o básico para me maquiar (leia-se, meu básico). Porém quando o produto é bom, o que fazer? Compartilhar! Nem tudo para deixar nos bakstage, né?! 





Vocês já conhecem a marca Mary Kay?
É uma empresa americana, fundada em 1963 que se expandiu tanto e atualmente esta presente em 30 países, um deles é o Brasil (obviamente). E aqui em Barra do Bugres (MT), há uma Consultora de Beleza Independente, a Érica Cristtina, que revende produtos da marca, através de um grupo no wpp (whats app)"LOUCAS POR MAQUIAGENS". Quem aqui não é, pelo menos um pouco, louca por maquiagens? O nome faz jus ao universo feminino.



Falando nisto, este batom que eu estou usando é da linha True Dimensions, cor Sizzung Red. 



Pontos positivos:
Ele tem cobertura total.
Hidratante.
É brilhoso fugindo dessa ideia de matte/fosco que estamos muito acostumadas.
É um vemelho que combina muito com o dia a dia: da pra usar para ir para faculdade, barzinho, balada....
A embalagem dele é um luxo só. Da segurança para ser manuseada, pois é de um material mais resistente.




Pontos negativos:
Fixação. Passei corretivo por baixo para melhor fixar (segredinho: eu passo corretivo até para usar batons matte, então não foi algo que me incomodou muito).







Viu como ele fica lindo em diversos ângulos e iluminação?! 
Algumas meninas tem receio em usar cores fortes ou batons cremosos por usarem aparelhos dentários. Já aviso de antemão que não tem absolutamente nada a ver usar. Até por que uso aparelho à 5 anos e meio e nunca me importei com isso. As vezes o batom pode não fixar tão bem que quando falo suja um pouquinho os dentes, mas, nada que me impeça em usar as cores, texturas que eu me sinta bem.


Para comprar basta entrar em contato com a mais 'louca por maquiagens" que eu (ali em cima tem o contato). 
Ah, aproveita e pede para ela te adicionar ao grupo, para você ficar louquinha também e acompanhar as tendências e novidades de maquiagens da linha MK, entre outros! 

Eu amei a cor. E aí, gostaram também?

16 de set. de 2015

Look Du Jour: Blazer Vinho.


Top: R$?? { Não recordo o valor, mas é da loja Natia Lingerie, loja de Cerejeiras - RO }
Blazer: R$ 10,00 { Comprei em um bazar em Tangará da Serra-MT }
Saia: R$ 20,00, algo próximo a isso. { Não me recordo aonde comprei }
Coturno: R$ 89,00 { Loja Studio Z, Shopping 3 Américas em Cuiabá-MT }
Quem me acompanha pela minha fan page  no facebook, já me viu postando estas peças antes, vestidas de formas diferentes. Eu SUPER repito roupas. E repito com toda a frequência que me for necessária e interessante. Até por que, roupa não é descartável, né? Não as minhas pela menos (hahaha).
Gostei do blazer sendo usado desta forma, ficou um pouquinho mais despojado. Em combinações com top, tipo esta, fica super versátil para uso no dia a dia. Até arrisco ir para baladinha usando esta composição 
Espero que tenham gostado!smile emoticon









Ah, sobre a maquiagem: eu não sei me maquiar. Simples assim (hahahahha)
Fiz esses pontinhos, que já havia usado em uma maquiagem a uns quatro anos atrás, quase cinco. Na hora de fotografar me veio a ideia de usar de novo. E a estrelinha no outro olho para compor. 



Fotografias: Lauane Coutinho, no IG @lauane.cout 
Edição: Yo mesma, no IG @desabafosdelanita. 

14 de set. de 2015

O CANSAÇO DA SATISFAÇÃO




Mais uma noite que chegou sem que meu relógio cronológico a percebesse invadindo-me com a troca da luz pela escuridão. O luar tem disso, me envolver mais, me ter mais, um troca infinita de energias, as quais eu não sei denominar nem descrever, só sentir e vivenciar. 
Cá estou, em um entrega prazerosa. Sou da noite, sou da falta de luz. Não sempre, mas hoje, intensamente. 
Escolhi este momento para chamar de meu, de nosso, de luz no escuro. E não é o fim do túnel. Talvez um transbordar dele, onde estou sendo molhada pelo sensação de bem estar íntimo.
Há um prazer transbordando em mim. Não é o prazer da carne. Não é o prazer do toque, do beijo, do abraço, é interno, singular, único (como tudo deva ser). É o meu prazer em estar descobrindo que hoje, estou cada dia mais próxima do que eu poderia melhor ser. 
As energias que aqui estão, me fazem levitar em tranquilidade. Durmo tranquila hoje. Mais do que quando fui me deitar na noite passada. O sobressalto do despertar do relógio intensificaram a ausência de tranquilidade da noite mal dormida. O luar me trouxe tudo que me fora retirado no delongar do dia.
O cansaço existe em meu corpo, em cada músculo, cada minúscula parte. A satisfação também está presente na mesma intensidade. É, o cansaço da satisfação em ser liberta de pesos desnecessários, me embalarão em uma noite... onde o luar, me toma por sua, sem posse, me envolvendo....

[Texto: Lanita Andrade
Ftografia: Lauane Coutinho @lauane.cout
Edição: Lanita Andrade]

8 de set. de 2015

UMA FOTO E UMA ARTE



O que é a arte se não um reinventar-se de si?
O que é a beleza se não um ponto de vista?
O que é a singularidade se não o seu mundo vivido e vivenciado da forma a qual lhe convém e defina quem você é?
O que é a opinião se não uma ideia sobre algo, direcionado a outras coisas, partindo de um olhar único, que nem sempre condiz com a singularidade da situação a ser vista/falada?
O que é você, se não o reflexo da vivência deste vida única, singular, cheia de opiniões, que merece ser vivida, para que não tenha sido apenas um reflexo de sobrevivência de tempos perdidos em nada?
QUEM é você? Quem você quer ser? Aonde você quer chegar? Qual a arte te representará? Qual sorriso tu carregará? Quais opiniões te representarão?
EU, "sou um turbilhão de sentimentos e emoções, ocultas, pedindo licença para sua exposição", pois aqui dentro já me cabe mais o silêncio constante, pede-se passagem o barulho de ser, quem eu sou.

[Texto: Lanita Andrade, set-2015.
Fotografia: Lauane Coutinho @lscooutinho
Edição fotográfica: Lanita Andrade]

6 de set. de 2015

ENCARANDO DE FRENTE: ASSUMINDO OS CACHOS.

Por que você decidiu assumir seus cachos Lanita? 



Não foi necessário. Não fui obrigada. Não sofri preconceito por ser negra (sim, sou negra, não morena) e com cabelos alisados. Não foi imposição familiar. Tantos "nãos" que não existiram que sequer foram responsáveis em me fazer querer essa mudança radical e extremamente satisfatória. 
Acordei em um certo dia pensei: Quem sou eu? Quem é a Alana Andrade? Por que já não me sinto mais satisfeita com essa aparência a qual tomei? Qual a razão de eu não estar mais satisfeita? 
A principio as respostas não me vieram em mente. As perguntas iam se acumulando. E como sou espontânea em muito das situações as quais me envolvo, num estalar de dedo, decidi encarar de frente as situações que me iriam aparecer, ser impostas, independente. Até o momento não havia obtido forças para encara-las. Mas encontrei uma luz em um poço cavado e abandonado, nele muitas outras forças e atitudes vieram para que eu pudesse encarar muitas outras situações que iam se dispondo em minha vida. Foi no poço da "auto-aceitação" que a luz ofuscada pelas imposições sociais, se iluminou. Tal como a lua, que brilha lindamente, para em determinado momento ofuscar-se para que o sol venha a iluminar. Eu era a lua, o sol era o poço. Gerei um eclipse. Gerei coragem, ou ganhei-a de presente de seres iluminados que compreendia que era hora de encarar coisas adormecidas e não esquecidas, que ainda magoavam. Era hora de ser, parcialmente Alana. 
O cabelo foi só uma consequência de tudo a qual eu resolvi enfrentar, aceitar, assumir. A consequência que maior me deu visibilidade em poder falar de todas as outras. 
Assumi por sentir a necessidade em me aceitar. Assumi por perceber que era a hora em assumir. Assumi por já não me sentir bem com o que antes via no espelho, espelho este que estava virado para a parede para não refletir o que eu não gostava de ver refletido. Ele voltou a me ver, a me enxergar, a me visualizar para que eu pudesse, em lágrimas dizer: "é a hora". 
Não é exagero cada linha descrita. Foi um paradoxo interno, um conflito maior ainda do que o acima descrito.
Estar em família e receber comentários como "seu está feio, tá na hora de retocar a raiz". Ou, acordar e sentir-se feia pois seu cabelo não está como quer. Envolvia tantos fatores, Mas o maior deles era o fator de eu querer! Eu quis, eu o fiz. E sinto-me melhor assim. Acredite, muito melhor. Redescobri-me em diversos aspectos.
Depois de feito, ah, veio tantas outras 'cousas', que, guardo para um outro determinado momento poder descrever. 
Se vale um conselho, invista na possibilidade de mudar. De dentro para fora. É o principal e mais importante detalhe nisso tudo. 

Texto: Lanita Andrade
Fotografias: Autorretratos. 2015 x 2014.