28 de fev. de 2014
A MELANCOLIA DE HOJE É,
De tudo que eu puder me lembrar, eu vou sentir saudades! Só não da falsidade, da maldade e de atitudes idiotas minhas ou de outras pessoas.
De tudo que eu conseguir lembrar, ah, com certeza eu ei de sentir saudade! Só não vou me lembrar do que eu acabei esquecendo, ai disso que não sinto não saudade não, já que eu nem lembro.
De todos os que passaram em minha vida e deixaram marcas, eu vou sentir saudades! Só talvez não daquele homem barbado fazendo gracinha, por que isso eu detesto, ou da "amiga" que eu não fui ou que eu não tive [eu também errei, e assumo isso].
De todos os lugares que eu estive, o que eu mais gostei foi do meu lar! Minha morada, meu aconchego ou desassossego total, tanto faz, mas era algo tão meu que eu achei que fosse, até descobri que eu preciso seguir outro rumo, e ele deixou de ser meu.
De todas as fotos que eu tirei, de todas as poses que inventei; de todos os livros que li, que estudei; de todas as horas jogadas fora perdida neste mundo virtual; de todas as tarde entediantes; de todas as chuvas tomadas [proposital ou não], e por ai vai uma lista infinita de uma guria que achou ser mulher aos 12 e hoje aos 21 descobre que é mais menina que muita menina por ai, aliás, me julguem e eu vou falar para meu pai, viu?!
A melancolia de hoje, é a saudade antecipada de amanhã! [E essa frase é minha, direitos autorais, eu tenho sobre ela, ok!]. O que escorre em meus olhos não são só lágrimas de uma guria chorona, sensivelmente bruta, é a saudade já fazendo mais uma morada em meu peito. Ah saudade, deixa eu te falar, que esse casamento nosso é complicado,podíamos fazer repartição de alguns bens e você fica com a dor e eu com o amor, o que acha?...Acha nada né?!, eu já sabia, sua artimanha é me fazer lembrar o que eu as vezes nem quero esquecer.
Tudo bem, por que eu estou indo, mas prometo voltar! Voltar para esse lar que será meu, mesmo que só em lembranças; para este chão que eu tanto pisei; para estas águas que eu tanto banhei; comer peixes que eu sempre gostei [alô turma do piau, salve salve]; sorrir esse riso que eu escondi, mas que sai solto quando tô com a minha família; rever amigos que eu fiz, refiz, esqueci, conheci. Eu volto, nem que seja em cima de uma caminhonete sofrendo nessas estradas abandonadas pelo progresso positivo, mas eu volto! E de novo, vou reviver o que a saudade pede!!!
Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: © Lanita Andrade, 2014.*
* Está foto é de um ponto turístico chamado Casa de Pedra. Fica em Aripuanã - MT, minha cidade natal.
Indico para acompanhar a leitura a música de
19 de fev. de 2014
TUDO BEM (NADA BEM).
Preciso manter-me firme com este falso sorriso estampado em meu rosto! Fingir concordar com cada palavra dita, a fim de evitar conflitos, confusões, frustrações e desentendimentos - tudo isso evitado por que simplesmente concordei com o que me foi imposto (IMPOSTO, por que eu sequer tenho a decisão de desdecidir o que me falam)-, assim sendo, mantenho a santa paz externa enquanto dentro de mim uma voz grita histericamente cansada: CHEGA P$%#a!!!
Me sinto rebelde por não concordar com o que ouço, por não acreditar que saias curtas favoreçam o abuso sexual feminino. Por não concordar que cabelos cacheados estão fora de moda, que pernas e virilhas com pêlos é sinonimo de desleixo e sujeita, por simplesmente não aceitar que eu eu posso ser linda mesmo com as celulites ganhas com a genética e com as centenas de litros de refrigerante consumidos nesses 21 anos de existência física terrena.
Ah não me esqueci de discordar que uma garota é considerada puta por que dança funk, ou que para acreditar em Deus é preciso estar dentro de uma igreja de segunda à domingo oferendo 20% do meu dinheiro através de dizimo mais as ofertar semanais.
Isso por que a ranzinza aqui, ou melhor, chata, ainda nem comentou sobre o padrão estabelecido pelas famílias de que filhos precisam seguir regras quebradas pelos próprios pais antes de nós nascermos (assuntos sobre sexualidade que o digam).
De tudo isso o que mais me intriga é o fato de que eu, portadora deste corpo (passageiro) não posso simplesmente ser o que eu quero ser por que ainda há tabus internos que eu não concordo que eu simplesmente poderia quebrar e ser feliz. Como por exemplo o complexo da complexidade desta não complexa vida que eu levo. Assim sendo, eu deveria descarregar toda essa raiva de ser o pouco que eu gostaria realmente de ser,em algo socialmente aceito, como as palavras, que já são bem mais que palavras, são meus sentimentos, tão meus, que praticando o desapego resolvi compartilhar.
Aprendi que quando me perguntarem se está tudo bem, eu devo responder devo dizer: Tudo bem, mesmo que no fundo ainda não está nada bem, mas a de ficar. Afinal rebeldia tem fim, tabus são quebrados e eu ainda tenho alguns anos pela frente para corrigir esses erros meus e não meus que me são 'impostos'!
Texto: Lanita Andrade, 2014.
Fotografia: Petra Collins
Me sinto rebelde por não concordar com o que ouço, por não acreditar que saias curtas favoreçam o abuso sexual feminino. Por não concordar que cabelos cacheados estão fora de moda, que pernas e virilhas com pêlos é sinonimo de desleixo e sujeita, por simplesmente não aceitar que eu eu posso ser linda mesmo com as celulites ganhas com a genética e com as centenas de litros de refrigerante consumidos nesses 21 anos de existência física terrena.
Ah não me esqueci de discordar que uma garota é considerada puta por que dança funk, ou que para acreditar em Deus é preciso estar dentro de uma igreja de segunda à domingo oferendo 20% do meu dinheiro através de dizimo mais as ofertar semanais.
Isso por que a ranzinza aqui, ou melhor, chata, ainda nem comentou sobre o padrão estabelecido pelas famílias de que filhos precisam seguir regras quebradas pelos próprios pais antes de nós nascermos (assuntos sobre sexualidade que o digam).
De tudo isso o que mais me intriga é o fato de que eu, portadora deste corpo (passageiro) não posso simplesmente ser o que eu quero ser por que ainda há tabus internos que eu não concordo que eu simplesmente poderia quebrar e ser feliz. Como por exemplo o complexo da complexidade desta não complexa vida que eu levo. Assim sendo, eu deveria descarregar toda essa raiva de ser o pouco que eu gostaria realmente de ser,em algo socialmente aceito, como as palavras, que já são bem mais que palavras, são meus sentimentos, tão meus, que praticando o desapego resolvi compartilhar.
Aprendi que quando me perguntarem se está tudo bem, eu devo responder devo dizer: Tudo bem, mesmo que no fundo ainda não está nada bem, mas a de ficar. Afinal rebeldia tem fim, tabus são quebrados e eu ainda tenho alguns anos pela frente para corrigir esses erros meus e não meus que me são 'impostos'!
Texto: Lanita Andrade, 2014.
Fotografia: Petra Collins
10 de fev. de 2014
MAL QUERER
Adoraria compreender a razão de tanto mal-querer em meu mundo, não falo de eu mal querendo alguém, mas de mal quereres destinados à mim. Não que eu seja santa, ou que eu as vezes não deseje que aquela baranga que adora causar o mal alheio caia de seu salto alto, mas, é mais que isso, mais que desejar algo ruim, é fazer.
O fato de você não gostar de alguém, ou de seu trabalho, não lhe dá o direito de tentar impedir que esta pessoa siga teu caminho, ou de desejar que tal pessoa não vá adiante, só porque vossa senhoria está estagnada em mundo obscuro de raiva pessoal, raiva sua sobre si. Sim, raiva daquele que vê refletido no espelho, afinal, tampouco fez por você que desejar que os outros não façam é algo natural... Afinal, já dizia "meu avô", na boca de quem não presta o que é bom não tem valor (pego emprestada a expressão de não sei quem). NÃO, eu não disse que você não presta, calma aê, eu só quero que entenda que eu quero seu BEM, mesmo que esteja de salto alto, ou com gravata, ou fazendo o que quer que seja, vá e faça sua vida acontecer. Me deixa fazer a minha também, por que quer queira quer não queira, minha vida mais depende de mim do que de você.
É, eu uso o singular, isso me torna mais perto do mal me querer enviado em forma de negatividade, assim quem sabe, eu transformo isso tudo de ruim em coisas boas.
Por favor, a vossa senhoria poderia, por obséquio, ser feliz e parar de encher meu saco?
Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Lanita Andrade.
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