29 de jul. de 2014

PARAÍSO PARTICULAR






        Cá entre nós, não é nada fácil descobrir que a felicidade é só uma questão de ser. E pelo "ser' eu explico: 
Ser capaz de acreditar na própria capacidade de ir além do que está, para o que melhor pode vir;
Ser grato todos os dias pelo que possui, pois cada parte até aqui caminhada é um passo mais próximo do tal almejado futuro;
Ser o seu melhor a cada dia, pois este melhor é o que você deseja para si e não e o que você deve cobrar do alheio;
Ser todo pensamentos positivos. Todo mundo sabe que após a tempestade o sol sai, né!?!
Ser entendedor de que cada qual possui um mundo singular, e este mundo representa quem é este próximo e como você deve agir com ele mediante a isso, e este 'dever'tem que no mínimo ser regado de educação;
Ser belo e aceitar que sua beleza é SUA e feita por você, não pelos olhos alheios;
Ser seu e possuidor de toda as alegrias que você pode carregar, sem dar este fardo para outro alguém, pois ele é leve pra você e pesado para o outro;
Ser estudado o suficiente para saber ler a natureza e perceber que ela é sua amiga, desde que você saiba respeita-la;
Ser entendido de que, o que vai, volta. É um boomerang que machuca se você não souber a direção que jogá-lo e qual a intensidade que o fizer;
E o principal de todos os "ser'es", ser toda a essência e não aparência. Esta última muda a cada segundo e a cada segundo temos uma oportunidade de agregar grandiosos valores à primeira! 
Eu descubro a cada dia, que o meu ser, é o meu paraíso particular, que eu mesma planto, rego, colho e sou possuidora. Mas, cá entre nós, não é tão absurdamente dificil esta descoberta e busca toda, diria que é no mínimo prazerosa.


Texto e fotografia: Lanita Andrade

28 de fev. de 2014

A MELANCOLIA DE HOJE É,







De tudo que eu puder me lembrar, eu vou sentir saudades! Só não da falsidade, da maldade e de atitudes idiotas minhas ou de outras pessoas.
De tudo que eu conseguir lembrar, ah, com certeza eu ei de sentir saudade! Só não vou me lembrar do que eu acabei esquecendo, ai disso que não sinto não saudade não, já que eu nem lembro.
De todos os que passaram em minha vida e deixaram marcas, eu vou sentir saudades! Só talvez não daquele homem barbado fazendo gracinha, por que isso eu detesto, ou da "amiga" que eu não fui ou que eu não tive [eu também errei, e assumo isso].
De todos os lugares que eu estive, o que eu mais gostei foi do meu lar! Minha morada, meu aconchego ou desassossego total, tanto faz, mas era algo tão meu que eu achei que fosse, até descobri que eu preciso seguir outro rumo, e ele deixou de ser meu.
De todas as fotos que eu tirei, de todas as poses que inventei; de todos os livros que li, que estudei; de todas as horas jogadas fora perdida neste mundo virtual; de todas as tarde entediantes; de todas as chuvas tomadas [proposital ou não], e por ai vai uma lista infinita de uma guria que achou ser mulher aos 12 e hoje aos 21 descobre que é mais menina que muita menina por ai, aliás, me julguem e eu vou falar para meu pai, viu?!
A melancolia de hoje, é a saudade antecipada de amanhã! [E essa frase é minha, direitos autorais, eu tenho sobre ela, ok!]. O que escorre em meus olhos não são só lágrimas de uma guria chorona, sensivelmente bruta, é a saudade já fazendo mais uma morada em meu peito. Ah saudade, deixa eu te falar, que esse casamento nosso é complicado,podíamos fazer repartição de alguns bens e você fica com a dor e eu com o amor, o que acha?...Acha nada né?!, eu já sabia, sua artimanha é me fazer lembrar o que eu as vezes nem quero esquecer.
Tudo bem, por que eu estou indo, mas prometo voltar! Voltar para esse lar que será meu, mesmo que só em lembranças; para este chão que eu tanto pisei; para estas águas que eu tanto banhei; comer peixes que eu sempre gostei [alô turma do piau, salve salve]; sorrir esse riso que eu escondi, mas que sai solto quando tô com a minha família; rever amigos que eu fiz, refiz, esqueci, conheci. Eu volto, nem que seja em cima de uma caminhonete sofrendo nessas estradas abandonadas pelo progresso positivo, mas eu volto! E de novo, vou reviver o que a saudade pede!!!


Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: © Lanita Andrade, 2014.*
* Está foto é de um ponto turístico chamado Casa de Pedra. Fica em Aripuanã - MT, minha cidade natal.

Indico para acompanhar a leitura a música de Vanguart - Meu Sol.

19 de fev. de 2014

TUDO BEM (NADA BEM).

Preciso manter-me firme com este falso sorriso estampado em meu rosto! Fingir concordar com cada palavra dita, a fim de evitar conflitos, confusões, frustrações e desentendimentos - tudo isso evitado por que simplesmente concordei com o que me foi imposto (IMPOSTO, por que eu sequer tenho a decisão de desdecidir o que me falam)-, assim sendo, mantenho a santa paz externa enquanto dentro de mim uma voz grita histericamente cansada: CHEGA P$%#a!!!


Me sinto rebelde por não concordar com o que ouço, por não acreditar que saias curtas favoreçam o abuso sexual feminino. Por não concordar que cabelos cacheados estão fora de moda, que pernas e virilhas com pêlos é sinonimo de desleixo e sujeita, por simplesmente não aceitar que eu eu posso ser linda mesmo com as celulites ganhas com a genética e com as centenas de litros de refrigerante consumidos nesses 21 anos de existência física terrena. 
Ah não me esqueci de discordar que uma garota é considerada puta por que dança funk, ou que para acreditar em Deus é preciso estar dentro de uma igreja de segunda à domingo oferendo 20% do meu dinheiro através de dizimo mais as ofertar semanais.
Isso por que a ranzinza aqui, ou melhor, chata, ainda nem comentou sobre o padrão estabelecido pelas famílias de que filhos precisam seguir regras quebradas pelos próprios pais antes de nós nascermos (assuntos sobre sexualidade que o digam).
De tudo isso o que mais me intriga é o fato de que eu, portadora deste corpo (passageiro) não posso simplesmente ser o que eu quero ser por que ainda há tabus internos que eu não concordo que eu simplesmente poderia quebrar e ser feliz. Como por exemplo o complexo da complexidade desta não complexa vida que eu levo. Assim sendo, eu deveria descarregar toda essa raiva de ser o pouco que eu gostaria realmente de ser,em algo socialmente aceito, como as palavras, que já são bem mais que palavras, são meus sentimentos, tão meus, que praticando o desapego resolvi compartilhar.
Aprendi que quando me perguntarem se está tudo bem, eu devo responder devo dizer: Tudo bem, mesmo que no fundo ainda não está nada bem, mas a de ficar. Afinal rebeldia tem fim, tabus são quebrados e eu ainda tenho alguns anos pela frente para corrigir esses erros meus e não meus que me são 'impostos'!

Texto: Lanita Andrade, 2014.
Fotografia: Petra Collins

10 de fev. de 2014

MAL QUERER




Adoraria compreender a razão de tanto mal-querer em meu mundo, não falo de eu mal querendo alguém, mas de mal quereres destinados à mim. Não que eu seja santa, ou que eu as vezes não deseje que aquela baranga que adora causar o mal alheio caia de seu salto alto, mas, é mais que isso, mais que desejar algo ruim, é fazer.
O fato de você não gostar de alguém, ou de seu trabalho, não lhe dá o direito de tentar impedir que esta pessoa siga teu caminho, ou de desejar que tal pessoa não vá adiante, só porque vossa senhoria está estagnada em mundo obscuro de raiva pessoal, raiva sua sobre si. Sim, raiva daquele que vê refletido no espelho, afinal, tampouco fez por você que desejar que os outros não façam é algo natural... Afinal, já dizia "meu avô", na boca de quem não presta o que é bom não tem valor (pego emprestada a expressão de não sei quem). NÃO, eu não disse que você não presta, calma aê, eu só quero que entenda que eu quero seu BEM, mesmo que esteja de salto alto, ou com gravata, ou fazendo o que quer que seja, vá e faça sua vida acontecer. Me deixa fazer a minha também, por que quer queira quer não queira, minha vida mais depende de mim do que de você.
É, eu uso o singular, isso me torna mais perto do mal me querer enviado em forma de negatividade, assim quem sabe, eu transformo isso tudo de ruim em coisas boas.
Por favor, a vossa senhoria poderia, por obséquio, ser feliz e parar de encher meu saco?


Autoria: Lanita Andrade.

Fotografia: Lanita Andrade.

22 de jan. de 2014

ANÁLISE SENTIMENTAL.





 

      Estava fazendo uma análise sentimental de minha vida - pouca vida por sinal, afinal, 21 anos de uma longa existência é quase nada!
      Percebi que é mais fácil para mim explodir em lágrimas, do que assumir que preciso conversar;
      Que é mais fácil afasta as pessoas, por medo de magoá-las do que mudar - hunf, mudar é algo difícil, né?!;
      Percebo a cada dia que passa que meu sangue doce para confusão se torna um melado, ou seja, as brigas surgem, quando eu "logo existo";
      Que ficar calada pode ser o melhor remédio para mim, para os outros e para todos os outros. As vezes que optei fazer algum comentário sobre algo fui critica, pois pessoas conhecidas deve se manter neutras em diversos assuntos;
      Percebo que meu cérebro está cada mais equivocado, minha fala mais intensa, e que ambos nem sempre andam juntos. As palavras saem direto pela boca, sem que sejam filtradas pelo cérebro antes, e acreditem - ou não, dane-se também-, eu utilizo e muito estas curvas corporais cerebrais;
      Vejo que a miséria me atinge, o egoísmo, e eu sinto que falar ao menos um bom dia para um desconhecido que seja, eu já fico bem. Não sei como, mas vezes os outros sorrirem surpresos por alguém te cumprimentar, é algo quase mágico;
      Percebo que as pessoas estão cada vez mais propensas a não gostarem de mim, por algo que eu não falei ou que eu tenha falado, por algo que eu não fiz ou tenha feito, e fecharem-se de mim é mais fácil do que me deixar participar deste momento que pode ser libertador para ambas as partes, e no quesito liberdade linguística sentimental, eu estou quase "manjando bem";
      Escrevo, escrevo e escrevo não com a intenção de que leiam mas com a intenção de que meu sentimental, que está aguçado, não se exploda dentro de mim.
      E quase no fim dessa análise, cheguei a conclusão de que concluir algo não é minha praia, pois o fim me assusta, mas é necessário, sendo assim, concluo cada dia uma etapa que me foi designada, quer eu saiba qual seja, quer eu não saiba.
      Aos que se identifiquem, eu lhes digo, não somos os únicos. A mim eu digo, pode chorar mais um pouco, que amanhã passa!

Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Daniel Viegas (Aripuanã - MT).

21 de jan. de 2014

FALSAS OPORTUNIDADES.




- Você tem talento, mas não tem equipamento.
- Infelizmente ainda não pude adquirir algo mais moderno.
- Seu preço é esse? Tem desconto? 
[Está abaixo do mercado por justamente eu "não ter equipamento". Apenas sorrio e digo que] - Infelizmente não. [Fico com um peso enorme por desapontar mais uma pessoa, afinal, fui criada para não fazer isso, e as vezes que eu fiz, me puni intensamente internamente, até que as lágrimas fossem a única solução] 
- Vou pensar, ver certinho e lhe aviso, tá?!
Uma semana depois, vejo que perdi mais uma oportunidade de conseguir engajar meu sonho na realidade. Ok, já estou acostumada.


     O relato acima descrito é uma ficção de uma realidade bem comum para mim. O fato de as oportunidades que aparecerem em meu caminho serem apenas meras expectativas de algo que no fim não se concretiza. A razão, eu não sei. Me esforcei, fui atrás..., tudo ao meu tempo, ao meu modo,afinal, não são todos sonhadores que tem uma poupança evoluída e alguns contatos fortes em seu iPhone, não é? Eu sequer tenho o tal aparelho moderno anteriormente mencionado. Fui do tipo que disse muitos 'sins' aos outros, vários 'nãos' à mim, e agora, buscando dizer sim ao que parece correto, recebo os nãos que eu tanto me disse. 
     Criatividade, talento, conhecimento, nada disso tem pago minhas contas mensais, nada disso tem alimentado financeiramente meu sonho, nem me feito galgar um degrau sequer na escada profissionalmente evolutiva. Unf! Isso me torna muito dramática, ao ponto de ter autopiedade. Acorde menina! 
     Ok, voltei! 
     Mas enfim, estou bem cansada de ter que ser boazinha sempre e concordar que o melhor melhor é receber as migalhas dos que ficam felizes em poder ajudar. Salvo algumas exceções, afinal, alguns loucos e amigos me chamam para sentar à mesa farta do conhecimento que carregam consigo. 
     Do que estou falando? Daquelas oportunidades falsificadas, quem vem carregadas de sorrisos e promessas do tipo 'te ligo para combinar', e depois de cansar de esperar, enfim me dar conta que a oportunidade não era para mim, e o 'te ligo' caiu em um outro número. 
     Sinto o peso do fracasso jovial e dramaticamente aceito, afinal, somos jovens e podemos chorar por coisas que não dão certo, pois se meu sonho não é alimentado, meus órgãos digestivos são - obrigado pai por ainda fazer isso. Mas nem só de drama é feito a vida. Acertos, erros, criticas, coragem e outras características se adentram nesse mar de loucuras diárias que eu chamo de ir além de viver, autoconhecer o meu ser a cada dia mais e mais. Hoje descubro, que mesmo preparada as pessoas querem sempre mais de mim, uma perfeição irreal, uma experiência que eu só terei experimentando, e para experimentar infelizmente preciso ser experiente (alô mercado de trabalho, leia isso). 
     Percebo que é mais fácil persuadir dizendo que tem planos para o futuro e quando o futuro chegar, descartar aparte que não lhe convém. Somos seres humanos, não peças mecânicas para serem substituídas. E se a intenção é acreditar em algo, acredite com fé,que não sejam falsas essas oportunidades que a vi dá, pois de falso, já basta aquele teatrinho dramaturgo que assistimos em horário nobre nas novelas. Ah, se vale um conselho, "não desacredite de algo que acredita com o coração em consentimento da razão", os dois quando trabalham juntos, tendem a fazer algo brilhante surgir. 



Autoria: Lanita Andrade.
Aspas (ao final do texto): um conselho de Lanita Andrade.
Imagem: Via internet, desconheço a autoria.