28 de out. de 2013

CAFÉ COM MÚSICA.

 (Foto/fonte: catracalivre.com)


Estava eu, dia desses vendo alguns vídeos no youtube, 'fucei' aqui, 'fucei acolá' e encontrei uma voz conhecida. Não uma, mas duas. Uma que diz, "pra você guardei o amor" e a outra que o acompanha em uma linda música que "de janeiro a janeiro" vai me encantar. Ouvi a mesma músicas uma três vezes para então procurar mais sobre aquela voz feminina, calma, aconchegante e super apaixonante. Encontrei várias outras músicas, que assim como a primeira, ouvi umas três vezes consecutivas até descobrir o álbum inteirinho dela, de 2010, que tem como título "Varrendo a Lua". 

Já sabe de quem se trata? Sim, ela mesmo, Roberta Campos. Mineira, compositora, cantora. Atualmente reside em São Paulo. 

A sua voz encanta, suas músicas viciam. Eu que estava acostumada a ouvir basicamente um único estilo musical me vejo abrindo espaço, em terra sertaneja, para outras vozes e melodias. E bem nessa fase de 'abertura', conheci um pouco do trabalho de Roberta. 

Selecionei dois "vídeos" do youtube. O primeiro é o clipe da música 'De janeiro a janeiro' com Nando Reis e, o segundo é o álbum completo de 2010, só com músicas. Espero que gostem, assim como eu.









Beijos e abraços, Lanita Andrade.

27 de out. de 2013

DIÁLOGOS COM MEU INCONSCIENTE.






- Te vejo sempre postar textos e frases lindas, Mas 'vida real', te vi bebendo uma cerveja de nome inglês (ou francês, ou alemão, ou sei lá qual idioma que colocaram como nome desta bebida), em uma lanchonete bem badalada, cheias de amigos rindo e falando várias bobeiras. E eu te pergunto, dona Lanita, você não estaria agindo com futilidade? Agindo tal como as outras meninas por ai?!
- Sim, meu caro critico, estaria sim agindo tal como as outras meninas por ai. Mas sabe de uma coisa, eu ligo bem pouco se você me acha fútil só pelo fato de que eu em um momento (daqueles bem raros, você bem sabe) eu resolvi beber a tal cerveja de nome estrangeiro, e extravasar. Poderia ter feito a extravasão correndo, caminhando, tomando um banho de cachoeira, ou aqui, neste quarto pouco iluminado e só, como sempre faço. Mas quis fazer diferente, preferi sair. Sorrir pras pessoas, ver pessoas, dançar e curtir. Foi errado para você, pelo fato de que  eu sai e sequer me critiquei por isso. Sei que você está acostumado a me ver criticando cada atitude minha que seja sair fora dos trilhos, mas dessa vez, eu bem devassa, sai dos trilhos pra sorrir um pouco. Ao fundo uma música altamente divertida, com letras culturamente fracas, mas em companhias divertidas, que me fizeram rir de tudo.
- Bom argumento. Mas e você, quem é você de fato. Aquela que estava lá, com os amigos bebendo, ou a que escreve esses textos lindos e poéticos.
- Sou as DUAS. Sou também aquela que ajuda, que se preocupa; sou a que ama fotografias; e assim vai. Sou várias e uma. Sou eu, muito mais eu e menos você. As suas opiniões podem me afetas, machucar e até fazer chorar de arrependimento das minhas atitudes infantis. Mas mais que todas essas que eu sou, sou humana. E mereço ser feliz ao modo humano de ser. Quem sou eu? Ah, meu caro, isso nem eu mesma sei. Mas, na próxima, pare de ser um chato e vem comigo. Talvez possamos rir juntos, mas só talvez. 


Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Ideal Produções 

22 de out. de 2013

LIBERTE-SE








E se me perguntares hoje - após quase 21 anos de nascida - "quem eu sou?", ainda não saberei te responder. Tampouco sei do que gosto.
Talvez eu goste de pessoas ousadas, abusivas e cheia de histórias loucas para contar; ou da calmaria das palavras que somente alguns seres podem proferir; ou talvez eu goste daqueles loucos por baladas que estão sempre cheio de histórias bêbadas para contar; pode ser também que eu goste daquelas ditas 'vadias' que pegam vários caras sem se preocupar se vão ligar pra isso, se irão critica-las; talvez eu goste também dos poetas, românticos, cafamânticos, historiadores, leves.... talvez, eu seja todos esses que eu goste, ou tenha sido em algum momento. Com uma leve diferença das "vadias", eu sempre me preocupei com a opinião alheia. De parar de me achar bonita por que uma colega dizia que bonito mesmo é ser magra, ter cabelo liso e usar maquiagem cara.
OI? Então eu não sou eu, sou apenas um monte de opiniões sobre quem eu deveria ser? Talvez, só talvez você seja assim também. E por sermos assim - eu e você - fomos nos sufocando, esgotando-nos dos outros e vazios de nós mesmo.
Liguei um botão em mim que por significado quer dizer: 'chega de ligar tanto pra opinião alheia, chega de se esgotar com quem sequer se preocupa contigo, pare de viver sua vida em vão, comece a se arriscar de verdade, a se machucar mas aprenda a fazer seu próprio remédio de cura; chega de ser quem você não é. Mas chega também de criticar os outros, pois assim como é ruim fazerem contigo, é ruim que faças com os outros,  criticar nada mais é do que esperar ver em outro o que não consegue ver em si mesmo, ou  que há em demasia em ti. Chega de querer ser o que não te faz, não te acrescenta, não te evolui, não te sustenta. Se te faz bem, que mal tem?! Se errou, perdoe-se, dê uma nova chance. Todos erram, todos se machucam e machucam quem está perto de si... erra é humano, permanecer no erro é burrice. DÊ UMA NOVA CHANCE.
E quanto ao nome do botão: foda-se. Feio chamar assim né?! Que tal mudarmos o nome para: LIBERTE-SE?!
Se não conseguir fazer de imediato, seja aos poucos. Comece ao menos. Descobrirá vários estímulos para continuar.

Autoria: Lanita Andrade.

Imagem/Fonte: hipervitaminose.com.br

8 de out. de 2013

FOTOGRAFIAS E PROSA.

Quem me conhece sabe o quanto gosto de fotografias. Com a "minha" semi-profissional na mão, faço alguns registros por aí (diga-se por aqui), e também sou uma das responsáveis por registrar eventos, para um site local. Nada muito elaborado, nada muito pomposo, ou sequer com edições photoshopicas.
Este meu prazer / amor / gosto pela fotografia já rendeu uns bom bocados; teve até profissional local reclamando por eu registrar por ai. Oi?, como assim, meu livre arbitrio acaba aonde os outros determinam que deve acabar? Nana-nina-não. Intrigas à parte. Maldades à parte. Amores à parte.
Sou apenas uma amadora e peço licença para descrever o que se trata amador, no meu linguajar: 'Amador: aquele que ama o que faz e o faz por amor. Por tal razão, não entrega-se à maldade, nem sujeita-se ao mau-caratismo, em decorrência da ética e respeito pelo que faz, por si e pelo próximo, tal como fiz a lei divina'. Esclarecido as dúvidas, à baixo mostro alguns registros que fiz, ano passado, de um casal de amigos, que estavam grávidos. Hoje, desfilam por ai com o lindo Josué, o qual ainda não tive o privilégio de registrar.












Não reparem no nome escrito em baixo (em fontes diferentes). É que eu editei uma foto em um dia, no outro achei que deveria mudar a fonte, no outro eu mudei e assim foi...  Tem gente que não gosta, mas eu tenho esse hábito de colocar meu "nome" em baixo nas fotos, quando pretendo posta-las. 
Parace chato, clichê. Eu rotulo como hábito ou neura mesmo! haha Postei as fotos como amostra de que quando se quer algo, você busca torna o meio mais acessível, seja para a arte, trabalho, vida pessoal, enfim, para você ou para o próximo. Não é necessário sentir-se menos por não estar adequada ao meio social, que exige uma amostra explicita do que você faz. Como assim? Quando eu chego em eventos para fotografar, portando uma humilde câmera fotográfica semi profissional, ou as vezes, simples de tudo, alguns fotógrafos profissionais logo de cara me olham meio torto, com aquele olhar de 'o que veio fazer aqui, amadora'?! Exageros à parte. Já me senti menos por isso, mesmo acreditando que eu seria capaz de fazer um bom trabalho. 
Já me senti menos em diversos campos de minha vida, considerando-me incapaz, pelo fato de que um infeliz (no sentido de infeliz consigo mesmo) disse-me que eu era. E eu, tolinha de tudo acreditei. Hoje, busco incansavelmente desacreditar em todas as asneiras que ouvi na vida, e seguir adianta. Estou prestes a dar um novo passo em minha vida, e quero mostrar para mim mesma a capacidade que eu escondi, por achar que era inútil mostrar. Sim, estou longe de ser uma profissional reconhecida (até por que prefiro à felicidade ao reconhecimento). Talvez, eu nem sequer atue futuramente na área, mas se eu for fazer, farei bem feito, com a certeza de que quem decide meu caminho, sou eu! 
De resto, espero aprender bem a lição. Que possamos compartilhar todos experiências positivas, de aprendizados e conquistas. Pois até mesmo um tombo, nos ensina à olhar para o chão e perceber que abaixo de nós há uma pedra / ou um pé, que estava disposto a nos fazer cair e nossa distração deixou com que a situação viesse a ser formada e a queda, concluída. Não precisamos ser perfeitos, somente que nossa essência seja em sua totalidade sincera. 


Autoria: Lanita Andrade.
Fotografias: Lanita Andrade.

2 de out. de 2013

O GRANDE NO PEQUENO.





Mais fácil amar o gênero humano do que o nosso vizinho. Mais frequente se indignar com a matança de elefantes no Zimbábue do que com o abandono da gatinha na esquina da minha rua. Não sei porque isso ocorre, mas sinto que é assim.
Conheço corações filantrópicos que pagam muito mal seus empregados. Encontro pessoas cujo discurso é amplo, articulado, bem intencionado. Mas a prática delas é estreita, displicente, ferina.
A surrada história do companheiro sindicalista, capaz de mobilizar colegas por relações de trabalho mais justas. Mas em casa, este companheiro desce o braço na mulher e fala aos berros com os filhos.
As pessoas de direita também não ficam fora. Acusam a esquerda de ultrapassada e autoritária. No entanto, detestam o movimento feminista, o movimento negro, os homossexuais. Soltam misantropias pelas ventas.
Pois uma coisa é apontar o dedo para os caminhos e descaminhos da sociedade, outra é iluminar e acertar o caminho pessoal. A pergunta não é apenas se um outro mundo é possível. A pergunta também é eu sou uma boa pessoa?

1. Não puxo o saco, nem o tapete?
2. Sou transparente nas minhas relações?
3. Pratico a solidariedade com os que estão a minha volta?
4. Respeito quem pensa diferente de mim?
5. Sou um ser gentil?
Ou será que sou um tipo genérico? Desses que detestam tudo que se relaciona ao poder dos outros, mas que não abrem mão do próprio poder: Odeio os ricos porque sou pobre. Odeio os gays porque sou hétero. Odeio o mundo porque não me chamo Raimundo.
Não estou dizendo que a gente deva abrir mão de causas, princípios, pensamentos gerais, bandeiras. É evidente que somos seres políticos e que tudo que é social nos diz respeito. É certo que queremos ética no mundo político de Brasília.
No entanto precisamos, ao mesmo tempo, cultivar a ética íntima. A ética do cotidiano. Respeitar bicicleta e faixa de pedestre. Não desqualificar o diferente. Não tentar ganhar no grito. São atitudes que estão ao alcance das nossas mãos. Por mais frágeis que essas mãos sejam.
 
Imagem: Régine Ferrandis sobre "O Fazedor de Montanhas", de Silvio Galvão e Sandro Rodrigues.
Texto: Fernanda Pompeu.
 Fonte texto: Mente Aberta - yahoo