27 de out. de 2013
DIÁLOGOS COM MEU INCONSCIENTE.
- Te vejo sempre postar textos e frases lindas, Mas 'vida real', te vi bebendo uma cerveja de nome inglês (ou francês, ou alemão, ou sei lá qual idioma que colocaram como nome desta bebida), em uma lanchonete bem badalada, cheias de amigos rindo e falando várias bobeiras. E eu te pergunto, dona Lanita, você não estaria agindo com futilidade? Agindo tal como as outras meninas por ai?!
- Sim, meu caro critico, estaria sim agindo tal como as outras meninas por ai. Mas sabe de uma coisa, eu ligo bem pouco se você me acha fútil só pelo fato de que eu em um momento (daqueles bem raros, você bem sabe) eu resolvi beber a tal cerveja de nome estrangeiro, e extravasar. Poderia ter feito a extravasão correndo, caminhando, tomando um banho de cachoeira, ou aqui, neste quarto pouco iluminado e só, como sempre faço. Mas quis fazer diferente, preferi sair. Sorrir pras pessoas, ver pessoas, dançar e curtir. Foi errado para você, pelo fato de que eu sai e sequer me critiquei por isso. Sei que você está acostumado a me ver criticando cada atitude minha que seja sair fora dos trilhos, mas dessa vez, eu bem devassa, sai dos trilhos pra sorrir um pouco. Ao fundo uma música altamente divertida, com letras culturamente fracas, mas em companhias divertidas, que me fizeram rir de tudo.
- Bom argumento. Mas e você, quem é você de fato. Aquela que estava lá, com os amigos bebendo, ou a que escreve esses textos lindos e poéticos.
- Sou as DUAS. Sou também aquela que ajuda, que se preocupa; sou a que ama fotografias; e assim vai. Sou várias e uma. Sou eu, muito mais eu e menos você. As suas opiniões podem me afetas, machucar e até fazer chorar de arrependimento das minhas atitudes infantis. Mas mais que todas essas que eu sou, sou humana. E mereço ser feliz ao modo humano de ser. Quem sou eu? Ah, meu caro, isso nem eu mesma sei. Mas, na próxima, pare de ser um chato e vem comigo. Talvez possamos rir juntos, mas só talvez.
Autoria: Lanita Andrade.
Fotografia: Ideal Produções
