Mais uma noite que chegou sem que meu relógio cronológico a percebesse invadindo-me com a troca da luz pela escuridão. O luar tem disso, me envolver mais, me ter mais, um troca infinita de energias, as quais eu não sei denominar nem descrever, só sentir e vivenciar.
Cá estou, em um entrega prazerosa. Sou da noite, sou da falta de luz. Não sempre, mas hoje, intensamente.
Escolhi este momento para chamar de meu, de nosso, de luz no escuro. E não é o fim do túnel. Talvez um transbordar dele, onde estou sendo molhada pelo sensação de bem estar íntimo.
Há um prazer transbordando em mim. Não é o prazer da carne. Não é o prazer do toque, do beijo, do abraço, é interno, singular, único (como tudo deva ser). É o meu prazer em estar descobrindo que hoje, estou cada dia mais próxima do que eu poderia melhor ser.
As energias que aqui estão, me fazem levitar em tranquilidade. Durmo tranquila hoje. Mais do que quando fui me deitar na noite passada. O sobressalto do despertar do relógio intensificaram a ausência de tranquilidade da noite mal dormida. O luar me trouxe tudo que me fora retirado no delongar do dia.
O cansaço existe em meu corpo, em cada músculo, cada minúscula parte. A satisfação também está presente na mesma intensidade. É, o cansaço da satisfação em ser liberta de pesos desnecessários, me embalarão em uma noite... onde o luar, me toma por sua, sem posse, me envolvendo....
[Texto: Lanita Andrade
Ftografia: Lauane Coutinho @lauane.cout
Edição: Lanita Andrade]
