9 de jul. de 2013

A CULPA QUE NÃO VI

De repente são lágrimas, tristezas, culpas, verdades, o ego aflorado, machucado e chorando sai pela porta dos fundos para não ser visto, pois com vergonha sequer consegue ver seu reflexo no espelho.
Não é mais uma história de drama, é um fato. 
Aos poucos, perdida eu tento me reencontrar; aos poucos esquecida eu tento me lembrar de qual razão que me fez afundar neste mar de amarguras criado por mim mesma. É triste que a mocidade está repleta de tristeza, de mágoas. E quando acordei para vida e resolvi mudar, dedos me apontavam o quão errada eu já havia sido, e mesmo que eu quisesse dizer que não era mais, eram muitos dedos, muitas culpas, tudo me amargando por dentro que sem perceber, eu fui afundado e de novo me perdendo.
Sei que algo está errado, que o caminho não está certo. Porém, qual caminho realmente é? Falar o que penso é hipocrisia. Falar o que sinto é drama. Falar a verdade é verdade. Falar e fazer tanto faz, ninguém quer saber. As pessoas querem assunto, querem motivos para dizer 'eu sabia que você não mudaria'.
Meu reflexo é desconhecido. Minhas emoções eu não compreendo. Eu ainda não sei quem sou, o que quero, para aonde vou. Aquelas perguntas do tipo: quem é você?, o que vai ser quando crescer?, eu até hoje não sei responder. Me pergunto todos os dias qual o melhor caminho, e talvez sem perceber já o tenha encontrado e saído dele.
E independentemente de qual seja, eu ainda vou encontra-lo, e de novo me redescobrir, me aceitar, e por direito possuir o que me pertence, a felicidade!

Autoria: Lanita Andrade.